Nem poste, nem mito

COLETIVA PC DO B EM SÃO PAULO
Haddad – ao lado de Manu – não é Lula, não é Dilma, não é poste – lamento, amigos -, nem é mito. Mas pode ir para o segundo turno com vantagem com o recall do líder preso.

Tão óbvio quanto Lula não ser há um bom tempo o candidato do PT – mas a plataforma para o sucessor possível diante de seu impedimento “com Supremo, com tudo”, é o próximo lance dessa campanha. Ungido por Lula como candidato do PT, ao lado da vice dos sonhos Manuela D’Ávila, na terça-feira 11, “Andrade” deverá, no prazo de uma semana – segundo cálculos até da oposição – chegar ao topo das pesquisas. Fernando Haddad sabe que tem poucos dias de campanha e os tem usado intensamente. Um marketing político robusto nas redes sociais, além do horário eleitoral gratuito, já abriu as comportas para a transferência de votos de Lula para Haddad. Quanto será transferido é um mistério tão grande quanto saber quando o capitão Bolsonaro, ferido em batalha, terá alta e como terminarão as intrigas que cercam seus assessores mais próximos, divididos entre filhos, marqueteiros e militares de pijama,todos igualmente famintos. Haddad tirará votos de Ciro Gomes, principalmente no Nordeste, reduto petista. Ciro, não por acaso, já voltou a abrir o verbo, mirando de Haddad ao general Villas Bôas – aquele que acha que os militares ainda tutelam a vida civil. E para quem não entendeu ainda: não há nada que o PT mais deseje do que enfrentar Bolsonaro no segundo turno.

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Bolsonaro na emergência repete o gesto belicista de campanha, que poderia substituir por uma punhalada: muitas visitas fora de hora, melhora lenta e milicos ansiosos.

Se Ibope e Datafolha ainda mastigavam o “atentado” a Bolsonaro, e não digeriam ainda o fator Haddad-Manu, o Vox Populi hoje – você pode acreditar ou não, já que a pesquisa é encomendada pela CUT, mas sugiro que preste atenção – já sinaliza um quadro mais realista do horizonte para o segundo turno. Fernando Haddad já assume a liderança da corrida presidencial, com 22% de intenção de votos. Bolsonaro tem 18%, Ciro registra 10%, Marina Silva tem 5%, Alckmin tem 4%. Brancos e nulos somam 21%. Datafolha e Ibope, nas suas próximas sondagens, dificilmente repetirão esse quadro. Têm, digamos, um timing diferente para informar os fatos aos eleitores. Impressiona ver, pelo Vox Populi, o quanto “Andrade” ainda tem para crescer, já que ele só assume a ponta quando seu nome é apresentado aos eleitores com a informação de que ele é apoiado por Lula. Um pouco mais da metade dos entrevistados (53%) o reconhece. Também é o menos conhecido entre os postulantes a ocupar o Palácio do Planalto: 42% informam saber de quem se trata e outros 37% afirmam conhece-lo só de nome.

Não, você não verá o Vox Populi na grande mídia.

Leia também “A amnésia de Alckmin”

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Peça de campanha de Haddad-Manu nas redes sociais destaca a Pesquisa Vox Populi

3 comentários em “Nem poste, nem mito

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