Daciolo volta às montanhas e revela: Bolsonaro foi rendido pela maçonaria

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Cabo Daciolo volta ao alto da montanha para refletir sobre as eleições presidenciais e conclui: o Capitão Bolsonaro foi capturado pela maçonaria por meio de seu vice, o general Mourão.

De gênio e louco todo mundo tem um pouco. Eu, geralmente, prefiro ouvir os loucos. Cabo Daciolo subiu as montanhas – como costuma fazer quando não está em algum debate denunciando a Ursal ou gravando seus segundos no programa eleitoral. Acendeu a fogueira, meditou e resolveu postar um novo vídeo nas redes (Assista aqui) com uma revelação: Bolsonaro foi punido por render-se à maçonaria. Enquanto a mídia acompanha, em terra firme, a lenta recuperação do candidato do PSL à Presidência, internado numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Albert Einstein após levar uma facada, Daciolo flutuou em pensamentos para aconselhar o capitão: fuja do general Hamilton Mourão, seu vice, “maçom declarado”. Daciolo está convencido que há uma ligação direta entre o “atentado” e o vice da sociedade associada aos Illuminati, Cavaleiros Templários e esses nomes que você conhece por obras como O Código da Vinci e Sherlock Holmes.

“O problema é com quem o Bolsonaro passou a andar. Ele tem amigos maçons, ele frequenta o meio dos maçons. O seu vice está lá dentro da maçonaria. Aqueles que querem liberdade, igualdade e fraternidade só entre eles”, aponta Daciolo. A viagem quase psicodélica de Daciolo no vídeo que, claro, bombou nas redes – bíblia na mão esquerda, gesticulando muito, semblante carregado – e possivelmente esgotado pelo jejum que diz ter se imposto -, guarda um ponto de contato com a realidade. Mourão já visitou lojas maçônicas, inclusive no Distrito Federal, no final do ano passado, quando propôs uma intervenção militar para solucionar os problemas da política. Daciolo também não perdoa a “rendição” de Bolsonaro a Paulo Guedes, seu guru econômico, capa da revista Crusoé. Segundo a tese de Daciolo, os maçons desistiram de Geraldo Alckmin, estacionado nas pesquisas.

General Mourão durante sua palestra na maçonaria em Brasília
General Mourão durante sua palestra em loja da maçonaria em Brasília, em setembro de 2017, quando afirmou que, na visão dele e de companheiros do Alto Comando do Exército, “ou as instituições solucionam o problema político retirando da vida pública os elementos envolvido em todos os ilícitos ou então nós teremos que impor uma solução”.

O deputado federal do partido Patriota – que segue parecendo mais um pastor do que um candidato à Presidência – admite, ainda, no vídeo, que muitos o tratam por maluco. “Muitos não estão entendendo ainda, estão achando que estamos loucos, mas para discernir o que está acontecendo só no plano espiritual”, recomenda. Em seu vídeo anterior, que também deu o que falar, tendo ao fundo um estabelecimento da rede Havan, que tem lojas de departamento em várias cidades do Brasil – que costuma enfeitar com réplicas da estátua da liberdade, símbolo norte-americano -, o patriota prometeu retira-las, “uma por uma” em todo o Brasil. Vai ser mais fácil Donald Trump cumprir a promessa de construir um muro na fronteira com o México.

Daciolo tem sofrido cobrança dentro do próprio partido para descer as montanhas e aparecer mais – ir às ruas em campanha, conceder entrevistas, participar de debates. Há quem desconfie que, mais do que não conspurcar a própria honra repetindo a rotina dos demais candidatos, Daciolo está de olho em manter o mandato. Pela estratégia, retiraria sua candidatura ao Planalto até o dia 17 para tentar se reeleger na Câmara. O presidente da sigla, Adilson Barroso, aconselhou Daciolo a desistir da candidatura se não alcançar ao menos 5% das intenções de voto – publicou o jornal Gazeta do Povo. Por enquanto, Daciolo não passa de 1%. “Não tem isso de renúncia, quem fala isso está infiltrado no meio”, descartou o cabo, que promete para breve “novas revelações”. Imagine só.

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