A poucos dias das eleições, o país assistiu neste sábado, 29, a grandes manifestações nas principais cidades brasileiras – de brasileiras e brasileiros anônimos (o que a mídia prefere chamar de “militantes” quando lhe convém) -, com forte concentração no Rio, na Cinelândia, e em São Paulo, no Largo do Batata, entre outras praças e avenidas pelo Brasil -, de protesto contra a candidatura fascista de Jair “Só vale se eu ganhar” Bolsonaro. O movimento, chamado de #EleNão – mas pode chamar de #EleNunca que vale -, foi convocado pelas redes sociais e liderado por mulheres inconformadas com a misoginia, o machismo, o ódio e o preconceito disseminados pela dupla fardada Bolsonaro-Mourão. Não espere uma cobertura isenta da “grande” mídia, da cobertura dos prédios, segura e com vista panorâmica – prefira as redes sociais e os flagrantes espontâneos -, e se prepare para ler que os bolsoninions “também fizeram passeatas” por umas tantas cidades, onde era possível ouvir até as lesmas rastejando. Até o último balanço, as manifestações haviam tomado as ruas de pelo menos 114 cidades – mas pode crer que foi mais do que isso.
“Ao reunir dezenas de milhares, #EleNão provoca maior manifestação liderada só por mulheres no Brasil mas é quase ignorado na tevê”, escreveu o jornalista José Roberto de Toledo. Vale a leitura.



Manifestantes protestaram também em diversas cidades ao redor do mundo – Alemanha, França, Suíça, Itália, Portugal e Estados Unidos e em mais 63 cidades em 20 países, como na Cidade do Cabo (África do Sul), Berlim (Alemanha), Buenos Aires (Argentina) e Londres (Reino Unido) -, seguindo campanha #EleNão no Facebook que já reúne 3,8 milhões de mulheres e muitos homens (Veja).

A alta de Bolsonaro, ou melhor, o primeiro contato do fascista com o mundo rea, também ocupou espaço na mídia. Após receber alta do Hospital Albert Einstein, o candidato à Presidência embarcou no início da tarde em um avião comercial – como não dou essa sorte… – com destino ao Rio de Janeiro. Durante o voo, manifestantes gritavam “presidente” e “mito”, enquanto outros gritavam “fascista” e “lixo”. Passageiros seguiram gritando “fascista” contra o candidato (Assista aqui e aqui). Lembrem-se, avião, classe média, concentração coxinha… (Vale lembrar alguns dados do Datafolha).

Duas pessoas se retiraram do voo: uma por achar que o avião não teria segurança, citando a morte do ex-governador pernambucano Eduardo Campos durante a campanha eleitoral de 2014, e outra por não admitir voar com Bolsonaro. O voo 1036, da Gol, registrou um atraso de cerca de 20 minutos na decolagem por causa da presença de Bolsonaro, que não marcou lugar especial, o que exigiu deslocar um passageiro. Comissários de bordo e policiais federais que, por lei, acompanham presidenciáveis durante a campanha, tiveram dificuldade para convencer passageiros a trocar de lugar para que o candidato e sua equipe ficassem juntos perto da cabine do piloto. Segundo passageiros, o candidato foi o último a entrar no avião da companhia Gol e o primeiro a sair. Carros com agentes da Polícia Federal esperavam o candidato ainda no pista de desembarque do aeroporto.
Uma senhora que brigou com comissários de bordo para não deixar sua poltrona, na segunda fileira, passou a comemorar e gritar que ficaria até “na cozinha” para que Bolsonaro entrasse no avião. Poderia ter sido colocada no compartimento de cargas, entre as malas mais pesadas.
Esse é Bolsonaro, esse é o Brasil.
Acho que depois desses movimentos de hoje o fascista começará a se enfraquecer.
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Ricardo, desde ontem, feliz por ter lhe encontrado nesta blogosfera!! Sou de raros comentários, mas cheguei a perguntar a Helena sobre vc nos Divergentes. Apesar de sua curta passagem por lá, fez falta e muitos, como eu, devem estar lhe procurando. Faça divulgação em outros sites progressistas de notícias, pois cheguei a vc pelo 247. Boa sorte em seu blog.
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Oi Patricia, obrigado, tô aqui, na minha própria trincheira. Obrigado por me seguir.
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