Coiso amarela e Haddad propõe debate na enfermaria. Roger Waters lava nossa alma e ergue muro contra o fascista

“A costura e os afagos públicos já começaram. “A construção do país é tijolo por tijolo, ninguém faz nada sozinho”.
Jacques Wagner, quase citando Roger Waters, ao colunista Bernardo Mello Franco, do Globo. O ex-governador e senador eleito pela Bahia ajuda a costurar um “arco de alianças” com Ciro Gomes, que traz consigo 13 milhões de votos, e o Centro

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Médico cirurgião Antonio Luiz de Macedo, do Albert Einstein, que atende Bolsonaro e lhe deu nesta quarta, 10, atestado médico para fugir dos quatro primeiros debates presidenciais na TV, nessa e na outra semana. Queria ser um band-aid escondido pra ver essa consulta médica

Bolsonaro não irá a nenhum dos quatro debates do 2º turno que que estavam programados para essa – Rede Bandeirantes – e a próxima semana – Estadão/Gazeta, SBT/Folha e RedeTV/IstoÉ. Ordens médicas. Mais especificamente do médico cirurgião Antonio Luiz de Macedo, do Albert Einstein, que examinou Bolsonaro nesta quarta, 10, e informou à imprensa que o candidato do PSL ao Planalto terá alta para atividades públicas de campanha a partir da quinta-feira da próxima semana, dia 18. Ou seja, só deverá ir ao debate da RecordTV, de seu apoiador Edir Macedo, e da Globo, que na melhor linha “Cria cuervos que te sacarán los ojos” não sabe o que fazer com o Coiso que ajudou a parir. Bolsonaro foge do pau não é por acaso. Todas as suas manifestações púbicas, não ensaiadas, sobre temas relevantes – educação, saúde, economia, cultura e mesmo segurança pública – que fujam dos clichês, frases decoradas e daquela patética coreografia de armas com os dedos, são um fiasco. Bolsonaro não é só um analfabeto político, é um sujeito limitadíssimo intelectualmente. Foi aconselhado que é melhor silenciar, arrumando, como bom flanador, um atestado médico (Leia o Balaio do Kotscho), e torcendo para que, pela força da inércia, ganhe no segundo turno pelo menos mantendo os votos que teve no primeiro.

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No Twitter, Haddad propõe a Bolsonaro que, diante do impedimento médico de sair de casa para os debates – exceto se for na Record -, eles realizem o debate em uma enfermaria. Provocação oportuna diante do adversário amarelão.

O capitão não tem propostas, ou não foi informado delas – e não só terceirizou a economia para Paulo Guedes, que, segundo a Folha de S.Paulo de hoje está sendo investigado pelo Ministério Público Federal em Brasília sob suspeita de fraudar negócios com fundos de pensão de estatais, como já sinalizou que vai terceirizar o resto da Esplanada para os militares, com pelo menos quatro a cinco generais como ministros, algo inédito desde o fim da ditadura (Leia O Globo), criando uma espécie de República de Generais. A manchete do Estadão de hoje é mais do que preocupante: “Generais ganham espaço e formulam planos de Bolsonaro”, segundo o jornal no subsolo de um hotel em Brasília. Nada mais apropriado para uma campanha subterrânea de um candidato toupeira.

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Meme que bombou nas redes sociais: Roger Waters, ex-Pink Floyd, que em sua turnê pelo Brasil não se omitiu e encampou o #elenão contra o Coiso, e o outro Roger,  o Rocha Moreira, ex-Ultraje a Rigor, que apoia Bolsonaro, mas ficou (quase) famoso pelo hit “Inútil”, onde diz, de forma premonitória, “A gente não sabemos (sic) escolher presidente”.

A reação de qualquer ser humano minimamente decente ao disparate Bolsonaro está marcando a passagem pelo Brasil do novo show do ex-Pink Floyd Roger Waters, que exibiu na tela um rotundo #elenão em show para 45 mil pessoas em sua performance no Allianz Parque, em São Paulo, na noite de terça, 9 – e deve repetir país afora. Fascistas vaiaram, democratas aplaudiram. O momento foi icônico. Após um longo intervalo depois de cantar o clássico “Another brick in the wall”, um coral de crianças com camisas escritas “resist” (resista) entrou no palco e o telão explodiu com a frase de repulsa.

Bolsonaro é uma vergonha tão explícita para a democracia brasileira que, antes mesmo de uma possível – vade retro! – eleição sua, já estamos sendo ridicularizados internacionalmente. Jornais de todo o mundo traçam perfis de um ditador em gestação e o comparam, no aspecto insanidade, a Donald Trump. O The New York Times, que, como sabemos, não é nenhum Granma ou Pravda, destacou que o candidato de extrema-direita tem um “carinho pela ditadura” e é ofensivo com mulheres, negros e gays. Mas ninguém é mais direto que John Oliver, um dos apresentadores de maior sucesso da TV dos EUA e vencedor do Emmy, com o dominical “Last Week Tonight”, que endossou o movimento #EleNão e disse que Bolsonaro é “um ser humano terrível”.

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John Oliver, um dos apresentadores de maior sucesso da TV dos EUA, com o dominical “Last Week Tonight”, endossou o #elenão e disse que Bolsonaro é “um ser humano terrível”.

Debates que estavam previstos para o segundo turno. Dos quatro primeiros, o Coiso já fugiu.

11/10 – Band – 22h
14/10 – Gazeta- 19h30
15/10 – RedeTV! – 22h
17/10 – SBT – 18h20
21/10 – Record – 22h
26/10 – Globo – 21h30

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