Marielle vive. Não o fascismo

Marielle vive, apesar da impunidade do estado e da polícia, de Bolsonaro e seu candidato de direita ao governo do Rio, Heil Witzel – que participou, junto com dois candidatos do PSL, os ogros Rodrigo Amorim e Daniel Oliveira, da cerimônia fascista que quebrou a placa de rua que simbolicamente homenageava a vereadora do Psol ASSASSINADA no dia 14 de março no Estácio, região central da cidade – e, apesar do país grotesco em que estamos nos convertendo. Resistir é preciso, nos lembrou Roger Waters.

Neste domingo, 14, em ato em homenagem a Marielle, executada junto com o motorista Anderson Gomes, manifestantes distribuíram mil placas com o nome da parlamentar na Cinelândia, onde ficava a placa arrancada e depois destruída em comício em Petrópolis. Uma resposta esplêndida aos fascistas. Houve protesto contra o presidenciável Jair “Fujão de debates” Bolsonaro, do mesmo partido (“Ele não!)”, e gritos de apoio a seu oponente, Fernando Haddad (PT) (Haddad sim!). “Fascistas, fascistas não passarão!”, gritaram os manifestantes, exibindo as placas, no início da tarde, na capital fluminense.

Imagens temporarias 71-003.jpg
Hei Witzel, o candidato fascista ao Governo do Rio, que cercado de dois ogros candidatos do PSL, realizou uma cerimônia fascista em Petrópolis para destruir a placa que homenageava a vereadora assassinada Marielle Franco. Covardes e seres humanos abomináveis. No canto direito, o brasão alemão da família Witzel

Mônica Benício, viúva de Marielle Franco, participou do ato na Cinelândia, e ajudou a distribuir placas que, por orientação dos manifestantes, não foram penduradas nas ruas, mas guardadas “como memória”. Em minutos, as placas acabaram. Além de Mônica, estiveram presentes os pais da vereadora, Marinete da Silva e Antonio Francisco da Silva Neto, e parlamentares, como os deputados Marcelo Freixo e Jandira Feghali, além do ex-deputado Chico Alencar.

A campanha, veja só, foi promovida pelo site Sensacionalista, um noticiário satírico eletrônico, que propôs a campanha – essa, séria – “Eles rasgam uma, nós fazemos cem”, mas acabaram arrecadando o suficiente para mil placas. O objetivo inicial era conseguir R$ 2 mil, que seriam usados para a confecção de 100 placas. Em 20 minutos ele foi atingido. Chegaram a R$ 39.743, com 1.569 doadores – pessoas físicas e jurídicas.

Imagens temporarias 8.jpg
Mônica Benício, viúva de Marielle Franco, participou de ato na Cinelândia, no centro do Rio, que distribuiu mil placas de rua em homenagem à vereadora executada em 14 de março; Mil placas foram confeccionadas com a iniciativa do site Sensacionalista, na campanha “Eles rasgam, nós fazemos”. Momento democrático em tempos fascistas

O ato foi a segunda homenagem a Marielle em dois dias. Na véspera, a Estação Primeira de Mangueira escolheu o seu samba-enredo para o carnaval de 2019. Adivinhe? O enredo “História para ninar gente grande”, de autoria do carnavalesco Leandro Vieira, se propõe a contar a história do Brasil e citará a vereadora assassinada.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s