VAR pode VARrer Bolsonaro por infestar Whatsapp de Fake News; Empresários confessam dinheiro sujo na campanha

“Primeiro turno é Bolsonaro. Pra nós não ter que gastar (sic) mais dinheiro. Pra não ficar gastando no segundo turno. Quem tá indeciso é lá, é lá que tem que ser, porque ‘cabou, nós gasta (sic) menos dinheiro”.
Mário Gazin, na linguagem típica dos canalhas sovinas, fundador e presidente do conselho de administração do Grupo Gazin, ao lado de outro sangue-suga, Luciano Hang, dono da Havan, em twitter postado pelo próprio Bolsonaro.

O TSE, por enquanto, está petrificado. A Procuradoria-Geral da República, idem. Duas mulheres fortes no comando das duas casas – hora de dar umas marteladas para que Rosa Weber e Raquel Dodge não deem uma de Medusa. A Polícia Federal de Temer sabe-se lá o que faz, mas costuma ter bom senso de sobrevivência. Fato é que começam a transbordar pelo esgoto da campanha suja de Bolsonaro confissões de empresários, que, sem necessidade de acareação, confirmam as graves denúncias da Folha de S.Paulo de que foi montada pela campanha do PSL uma ‘Fantástica Fábrica de Fake News’, sustentada com doações ilegais, o popular caixa 2, para produzir uma avalanche de disparos pelas redes sociais e WhatsApp para uma base de usuários. Objetivo: fomentar uma grande campanha de ódio contra o PT na última semana da campanha. Como se ainda fossem necessárias mais provas, como a declaração de Bolsonaro de que “não controla” seus apoiadores – Oi? -, bombou na rede um vídeo compartilhado orgulhosamente, no dia 28 de agosto – portanto, antes da votação do primeiro turno -, pelo candidato do PSL à Presidência, onde Luciano Hang, dono da Havan – o tarado da Estátua da Liberdade – pergunta para o empresário Mário Gazin, outro magnata endinheirado do varejo, em quem votar. No jogral patético, Gazin responde, candidamente, a la Tio Patinhas: “Bolsonaro, e no primeiro turno, para nós não ter (sic) que gastar mais dinheiro no segundo turno”. Opa!

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Empreendedores ricos, mas politicamente estúpidos: Luciano Hang (esq) e  Mário Gazin (dir), típicos canalhas sovinas, gravam vídeo de apoio de apoio a Bolsonaro, mas Gazin só sabe falar do dinheiro que não aguenta mais gastar na campanha. Batom na cueca do caixa 2.

Sócios e executivos do Grupo Gazin doaram, como pessoas físicas, R$ 300 mil para o Diretório Regional do Democratas em Mato Grosso como contribuição eleitoral no primeiro turno, mas naquela ocasião dentro do “caixa 1”, como pessoas físicas. Os doadores foram Jair José Gazin, Mario Valério Gazin, Rubens Gazini, Antônio Roberto Gazin e João José da Silva. No total, o partido recebeu R$ 1.536.000 em doações desses filantropos. O Grupo Gazin é uma das maiores redes varejistas e atacadistas do País, além de aturar em outras áreas como consórcio, serviços, indústria de colchões, estofados, espumas, molas, distribuição de combustíveis, financeira, viagens e comércio eletrônico. Não duvido que tenham erguido seus impérios com enorme esforço pessoal, mas suas posições políticas e métodos de cooptação no mínimo levantam suspeitas sobre a rapidez com que enriqueceram, para dizer o mínimo. Aliás, sintam o nível desse cidadão Hazan.

É a ponta do iceberg? É. Uma protuberante ponta. Um grupo de 30 juristas, entre eles um ex-ministro do Supremo e um ex-ministro da Justiça, entregou à presidente do TSE, Rosa Weber, documento cobrando o mínimo: providências sobre o esquema de disseminação de mensagens contra o PT pago por empresas por meio do WhatsApp. “Se existe a lei que exige ficha limpa, por qual razão pode-se admitir que as eleições sejam contaminadas por propaganda irregular-ilícita?”, questionam os juristas. Entre os 30 signatários estão Lênio Streck, Sepúlveda Pertence (ex-ministro do STF), Celso Antônio Bandeira de Mello, Antônio Carlos de Almeida Castro Kakay, José Eduardo Martins Cardozo (ex-ministro da Justiça) e Alberto Zacharias Toron. O documento anexa uma série de exemplos de fake news disseminadas ao longo da campanha contra o candidato do PT.

A campanha de Fernando Haddad virou suas baterias para o caso, como não poderia deixar de ser, descolou as marcas de palco e os programas pre-gravados de lado para centrar fogo no horário eleitoral gratuito na televisão no esquema de propaganda ilegal pelo WhatsApp contra o PT. O programa petista conseguiu, talvez pela primeira vez na campanha, deixar Bolsonaro no córner, acusando a candidatura rival de ser bancada com “dinheiro sujo” de uma “organização criminosa”. Bolsonaro revidou com seu jeito meigo xingando Haddad de “canalha” e “vagabundo”, logo ele um bunda-suja. Explico aos não iniciados.

Vieram à tona entrevistas feitas há 40 anos com o então general-presidente Ernesto Geisel, o quarto e penúltimo da ditadura, concedidas à cientista política Maria Celina d’Araújo e ao antropólogo Celso Castro, entre julho de 1993 e abril de 1994 — e que, mais tarde, viraram um livro. Geisel afirma: “Bolsonaro é um caso completamente fora do normal, inclusive um mau militar”. O deputado é conhecido na corporação como “bunda-suja”, o termo usado pelos militares de alta patente — como Geisel — para designar aqueles que não subiram na carreira. Hoje ele está cercado de quatro estrelas de pijamas, saudosistas como ele do regime militar, e por parte da tropa iludida com seu discurso de volta aos “anos dourados” do regime.

E se Ciro Gomes emudeceu em seu descanso europeu, e seu irmão Cid trocou os pés pela língua transformando um ato de apoio a Haddad, em Fortaleza, em munição para Bolsonaro, o PDT – certamente autorizado por Ciro – apresentou ao TSE uma ação nesta sexta, 19, na qual pede que seja investigado o suposto esquema de financiamento ilegal de campanha por meio de empresários que teriam contratado o disparo de mensagens via WhatsApp como forma de favorecer o candidato Jair Bolsonaro. Na ação, o PDT acusa a campanha de Bolsonaro de disseminar fake news com o objetivo de prejudicar os adversários na campanha e defende que os votos dados a Bolsonaro no primeiro turno sejam anulados, com a convocação de novas eleições. A ação casa – complementa – com pedido do PT, na véspera, para declarar o candidato do PSL à Presidência inelegível por oito anos. A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, se reuniu com a ministra Rosa Weber. Após a reunião, o advogado do partido, Eugênio Aragão, afirmou que a ministra prometeu uma resposta breve.

O processo do PDT, uma Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral), foi movido como repercussão à reportagem da Folha de S.Paulo, que na quinta, 18, apontou que empresas privadas estariam comprando pacotes de disparo em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp, com contratos de até R$ 12 milhões. Nesse turbilhão de emoções na reta final, o TSE, que havia convocado solenemente uma entrevista coletiva, junto com a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal, para esta sexta, 19, remarcou-a para domingo, 21, às 14h, na sede do tribunal em Brasília. O caldo engrossou.

 

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