Roger e Bono dão show de democracia defendendo o país onde não nasceram. Judiciário questiona líder do Pink Floyd

O irlandês Bono Vox se uniu ao inglês Roger Waters para denunciar a eleição do fascismo que muitos brasileiros só vão enxergar quando vier tiro, porrada e bomba. Nas últimas semanas, vimos a esplêndida e corajosa – para nós, democratas, histórica- turnê do fundador do Pink Floyd, não se importando com vaias aqui e ali, denunciando a ameaça fascista no Brasil. Como já leram aqui, no penúltimo show da turnê de Roger Waters, no Estádio Major Antônio Couto Pereira, em Curitiba – berço da Lava Jato e um dos estados mais fascistas do país- , o músico não se acovardou diante das ameaças de ações judiciais que pediram para que não emitisse opiniões sobre as eleições. O #Elenão voltou ao telão do show, por 30 segundos, antes da proibição eleitoral (Vale seguir seu Twitter). Outro músico do primeiro time mundial e conhecido por seu ativismo político, o vocalista da banda irlandesa de rock U2, ironizou Jair Bolsonaro, presidente eleito, em um show em Belfast, na Irlanda do Norte. “Milhões de pessoas estão prestes a ter o seu Carnaval transformado em um desfile militar por um homem chamado capitão Bolsonaro. Esse é o seu nome”, disse Bono Vox, na noite de sábado, 27.

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“Mesmo hoje, nesse dia de eleição. Duzentos milhões de pessoas prestes a ter seu carnaval transformado numa parada militar por um homem chamado Capitão Bossa Nova. Bolsonaro, não esqueçam o nome. Muitos nomes, mas apenas um rosto. O meu.”
Bono Vox, líder do U2, em show em Belfast

Ao se fantasiar com seu personagem Mr Macphisto, paródia do diabo de Fausto, o cantor pergunta à platéia: “Vocês já viram um político assim antes? Os diabos de Macphisto estão tomando o controle ao redor do mundo”, respondeu, caracterizado com chifres vermelhos, pó branco no rosto e uma boca meio de ‘Coringa”, meio de monstro. Meio Temer, meio Bolsonaro. Mac” vem de McDonalds, uma representação do capitalismo feita pela banda. “Phisto” vem de Mefistófiles, o demônio que faz o pacto com Fausto, da obra do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe. Fausto é um dos personagens mais complexos e conhecidos da literatura, que desiludido com o seu tempo, aceita o acordo com Mefistófiles. Em seguida, o cantor cita o presidente americano Donald Trump, o presidente filipino Rodrigo Duterte, que chama de “menino lindo”, e, por fim, Jair Bolsonaro. “O que vocês estão olhando, Belfast? Vocês nunca viram um político antes?”, perguntou o personagem durante o show. “Os demônios de MacPhisto estão tomando o poder ao redor do globo.” Queria muio estar lá, mas aí não poderia ter votado em Haddad.

Não nos esqueçamos que a coligação de Jair Bolsonaro entrou com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a inelegibilidade de Fernando Haddad com argumento de propaganda irregular em favor do petista durante shows de Roger Waters. O medíocre ministro do desmoralizado TSE, Jorge Mussi, corregedor-geral eleitoral, que nada fez sobre a Fantástica Fábrica de Fake News montada pelo Coiso, conseguiu seus 15 segundos de fama ao pedir manifestação dos produtores responsáveis pelos shows de Roger Waters no Brasil por “propaganda eleitoral irregular”. No TSE desde outubro de 2017, o ministro votou contra candidatura do ex-presidente Lula com base na Lei da Ficha Limpa. País adernando, Judiciário na proa. Nós temos Chico Buarque, Roger Watares e Bono Vox, eles têm Magno Malta, Amado Batista e Fagner. Vergonha alheia à máxima potência.

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