Ministério das Relações Exteriores do Reino de Trump – Parte 6: a castração de Maduro

O Grupo Meu Pé de Laranja Lima – do qual faz parte o Brasil de Bolsonaro, do ministro Ernesto “no Che” Araújo, o Diadorim da Nova Era, e do chanceler fake Eduardo Bolsonaro – quer espremer a Venezuela do canto de cá do córner sul-americano de forma a legitimar uma invasão militar norte-americana, do lado de cima. Ao contrário dos novos golpes, mais sutis, como o que tirou do poder Dilma Rousseff, legitimou Michel Temer e preparou terreno para Jair Bolsonaro, sem que uma bala de festim fosse disparada, está evidente que Nicolás Maduro não sairá se não for a fórceps. Exatamente como eu nasci. Na marra.

Na quarta, 9, assisti ao vivo, direto do palácio Miraflores, em Caracas, Maduro – que tomou posse nesta quinta, 10, reeleito como o líder da Venezuela com quase 70% de aprovação no dia 20 de maio -, advertir o grupo adventista de Lima que tomará medidas enérgicas se, em 48 horas, não for retificada sua posição contra a Venezuela, no momento em que assume um novo mandato de seis anos, não reconhecido pelo bloco entreguista. Para quem chegou atrasado no bonde, em comunicado assinado por 13 dos seus 14 membros, – formado por países latino-americanos e caribenhos e Canadá – México, em cujas fronteiras Trump quer construir um muro, foi o único a se abster -, o Grupo Meu Pé de Laranja Lima recomendou que Maduro não assuma a presidência e transfira o poder para maioria parlamentar da oposição, enquanto “as eleições democráticas são realizadas”. Mais ou menos como se Maduro enfiasse o rabo bolivariano entre as pernas e entregasse seu país, seu povo – a autonomia, a soberania, as calças -, a Trump e à elite colombiana, entreposto ianque na América do Sul. Maduro, claro, cagou e andou para as “recomendações”.

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O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, durante coletiva de imprensa no palácio Miraflores, em Caracas, reagindo ao governo Trump e seu grupo de Laranja Lima; e uma rara foto do chanceler Ernesto “No Che” Araújo – de tênis azul – com seu mestre Olavo de Carvalho, e tropa, entre eles – o mais alto – Nestor Forster Júnior, que apresentou Ernie ao astrólogo em Virgínia, nos Estados Unidos, e é cotado para embaixada nos EUA.

Maduro ressaltou ainda que não está descartado que a Assembléia Nacional Constituinte tome medidas contra a sedição da Assembléia Nacional, que está em desacato constitucional e anunciou que não reconhecerá o novo mandato de maduro. E rejeitou em particular o ponto em que o bloco, que segue ordens de Washington, tomou partido da Guiana em uma disputa territorial com a Venezuela – o rico mar territorial do país com enormes reservas petrolíferas. A desfaçatez desses países não me surpreende, o que me revolta é ver que nos transformamos em mais do mesmo, em outro país capacho dos interesses norte-americanos, idolatrados por Bolsonaro e prole e por seu chanceler nomeado pelo astrólogo Olavo de Carvalho. Um sujeito tão limitado que foi capaz de dizer, em entrevista recente, ao ser perguntado sobre a China, que “O Brasil tem que se aliar a si mesmo e não com outros países, e trabalharemos as relações com base nos nossos valores e interesses”. Como se vê, o pupilo de Olavo como chanceler é um bom ministro das Relações Interiores.

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