Carluxo e Eduardo disputam o posto de Yoda de Bolsonaro

“Faça. Ou não faça. Não existe a tentativa”.
Mestre Yoda. Star Wars: Episódio V – O Império Contra-Ataca

A bancada dos filhos já esteve mais popular, mas com os rolos de Flávio Bolsonaro, o futuro senador, os outros pimpolhos, Eduardo, o deputado federal reeleito, forçando uma chancelaria informal do pai, atropelando os milicos e o olavista Ernesto Araújo, e Carlos, o Carluxo, o vereador, picorrucho do clã, a quem se atribui a fama de jedi das redes sociais e Fake News, passaram a disputar o papel de filho favorito – e mais influente – junto ao pai. Todos querem o anel Precioso. Carluxo marcou o popozão na traseira do Rolls Royce presidencial, durante a posse, e quer ser o Yoda de Jair. Já Eduardo, ao lado do pai no avião presidencial, a caminho de Haia, na foto “vazada” pela Presidência, disputa palmo a palmo o território. Nem Guedes, nem Moro, nem Mourão, nem ninguém barra a influência dos filhos, por mais encrencas que aprontem.

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No avião presidencial rumo a Haia, debut internacional do pai presidente, é Eduardo que está ao seu lado, não Guedes, nem Moro, nem Ernesto, nem ninguém. O deputado reeleito, dublê de chanceler, não mede limites para ser o mais influente assessor de Bolsonaro, suplantando os irmãos; Em Davos, Bolsonaro corta coletiva à imprensa, como cortou os debates de campanha, com medo de falar ao vivo; e vai ser poupado de andar pelas ruas da cidade suíça, onde se organizam protestos, com fotos de Bolsonaro ao lado de Benjamim Netanyahu: “Vocês não são bem-vindos!”.

Se Carluxo está em todo lugar, e tem um acesso único ao pai, nem é preciso nomeá-lo ministro. Na Presidência, já colocou Tercio Tomaz, seu ex-aspone, também expert em redes sociais, e que agora é assessor especial no Planalto. E, apesar de ser o filho “criativo” de Bolsonaro, Carlos tem uma estratégia monotemática sempre que o pai enfrenta uma crise – e não foram poucas nas últimas semanas. Relembra a “facada” no pai durante a campanha e samba em cima da ideia pouco crível e sem evidências de que Jair foi vítima de um atentado da esquerda misteriosamente ainda não solucionado. Falando em facada, Bolsonaro finalmente fará, na volta de Davos, no hospital Albert Einstein, em São Paulo, a cirurgia para retirada da bolsa de colostomia, que usa desde setembro. A cirurgia está prevista para a próxima segunda, 28, e já é cercada de desinformações.

A lógica seria que Jair Bolsonaro, uma vez na Presidência, entendesse que há um abismo entre presidir um país e agir como um candidato nas redes sociais, do tipo que não vai a entrevistas que não sejam combinadas e recorre às redes sociais na tal ligação direta com o povo que parece não estar funcionando. Mas Bolsonaro parece afundar na direção oposta, vivendo uma negação difícil de sustentar.

 

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