Bolsonaro, “Tia” Damares e Tio “Palmatória” querem transformar o Brasil numa pacata comunidade Amish

Se for bem sucedido nos muitos projetos que têm anunciado, Jair Bolsonaro, “Tia” Damares e Ricardo “Palmatória” Vélez-Rodriguez vão transformar o Brasil numa pacata comunidade Amish. Os homens trajando chapéus e ternos pretos, usando barbas e cavanhaques (nada de bigodes e tinta nos cabelos), e as mulheres, vestidos longos e austeros e um capuz cobrindo a cabeça. Nada de vaidades. Brinquedos, como bonecas, por exemplo, só sem rosto, para desencorajar a identidade própria e sentimentos do mal, como honra e dignidade. Músicas não podem ser executadas, nem qualquer outra forma de expressão pessoal. Ir ao cinema? Tá brincando. Diversão e arte, em nenhuma parte. Extremamente conservadores nos costumes e religiosos fanáticos, só admitem o batismo na idade adulta, com a fé devidamente moldada, e casamento apenas entre membros da própria igreja. Obviamente, é preciso abandonar todos os luxos da vida moderna. Parar com essa história de TV, computador e celular. Ah, e as mulheres se limitam a serem donas de casa e se ocupam de cozinhar, costurar, limpar, organizar o lar e ajudar os vizinhos, sempre seguindo os maridos em locais públicos. Alfabetização, aprendizado, só em casa ou em restritas escolas paroquiais.

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O Brasil Amish ou Deixe-o: homens trajando chapéus e ternos pretos, mulheres com vestidos longos e austeros e um capuz cobrindo a cabeça. As mulheres se limitam a serem donas de casa e se ocupam de cozinhar, costurar, limpar, organizar o lar e ajudar os vizinhos, sempre seguindo os maridos em locais públicos. Alfabetização, aprendizado, só em casa ou em restritas escolas paroquiais.

Tio “Palmatória” e “Tia” Damares formam a “ala doutrinária” do governo Bolsonaro. Intimamente, disputam quem anuncia a maior atrocidade. Se Vélez-Rodriguez disse que universidade é só para a elite mesmo, e que escola pública, onde se concentram os pobres, tem que virar internato militar, Damares Alves não podia ficar para trás. Logo ela, muito melhor de marketing, que o diga jesus na goiabeira e rosa para meninas e azul para meninos. Pois não tardou e Damares deu sua contribuição para o Brasil Amish ou Deixe-o. Prometeu trabalhar pela permissão para pais substituírem a escola regular pelo ensino dos filhos em casa, nova bandeira desfraldada pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Damares teve uma ajudinha. A Medida Provisória – vejam bem, não é projeto de lei, que poderia colidir com os interesses das escolas particulares – foi escrita por uma certa Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned), que faz o lobby do chamado homeschooling. O diretor jurídico da entidade, Alexandre Magno Fernandes Moreira, por sinal, é secretário-adjunto da Secretaria Nacional de Proteção Global do ministério desde o dia 14.

A adoção do modelo tem gerado preocupação na área educacional. Especialistas defendem que o ambiente escolar é fundamental para a formação integral da criança. E também de qualquer ser humano normal. Qual seria o material escolar? Seria padronizado pelo país todo? Onde seria produzido? Quando custaria isso? Quem pagaria a conta? Pois é melhor segurar o choro. “Tia” Damares está com tudo e não está prosa.

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