Olavo cagão se ajoelha diante de Paulo Guedes e chama jornalistas de “drogados, bêbados e favelados”. Alô, ABI!

“Se tudo continuar como está, já está mal. Não precisa mudar nada para ficar mal. É só continuar assim. Mais seis meses, acabou”.
Olavo de Carvalho, falando à mídia

“A frase completa era: ‘Esse governo não dura seis meses – se não tomar providência contra a mídia criminosa como vocês’. (O resto) É tudo fantasia, é tudo inventado. Ele (Guedes) veio me falar: ‘que merda é essa de negócio de seis meses?’. Eu expliquei a frase inteira e ficou tudo bem”.
Olavo, em vídeo no Youtube, 19/03

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“Vocês (jornalistas) são todos uns pobres-coitados com inveja, tudo favelado, gente fracassada, drogados, bêbados. É só pra isso que serve nossa mídia”.
Olavo, no mesmo vídeo. Aguardo uma nota da ABI.

Jarra com flores vermelhas sobre a mesa – um inesperado toque romântico -, sentado de ladinho, como sempre com camisa de manga comprida – embora trabalhe em casa -e uma lapiseira no bolso -, pitando seu charuto, Olavo de Carvalho, o guru, o encosto do governo Bolsonaro, o homem que tudo vê e a todos julga, decidiu baixar a crista para se retratar com o ministro Paulo Guedes, o cão raivoso da economia. Em seu vídeo “A verdade sobre Paulo Guedes”, Olavinho paz e amor contou que no ostentoso jantar oferecido a ele, menos que a Bolsonaro, pela Embaixada Brasileira de Washington, tendo atrás da louça e dos talheres de prata a nata do pensamento conservador norte-americano, explicou-se servamente ao xerife da Economia sobre frase que disse à mídia – e disse mesmo: Se o governo continuar como está acaba em seis meses. Olavo foi chamado às falas por Guedes, pelo que se comenta de forma pouco sutil, para durante o evento no qual também estava o pária Steve Bannon. Olavo foi mais longe. “O presidente está de mãos amarradas por militares próximos com “mentalidade golpista”, afirmou, classificando a tropa de farda na Esplanada de um “bando de cagões”. Parece que Olavo se borrou primeiro.

Olavo foi colocado na parede por Guedes no jantar, sábado, 16, onde até o garçom deve ser descendente de algum oficial da Gestapo – o espírito de Heinrich Müller pairava sobre o ambiente. Alguns dos presentes são tão retrógrados que foram rejeitados pela própria direita ianque e pelo seu líder-mor, Donald Trump. Com um preâmbulo em que diz nada menos que é “um dos melhores escritores e conferencistas” do mundo – saudades quando a direita tinha como ídolo Paulo Francis, que, pelo menos escreveu no Pasquim e tinha humor -, o guru, no fundo, fez no fundo uma retratação pública. Do jeito que sabe. De quem sabe que pode bater no general Hamilton Mourão, o vice – desde que seja a uma distância segura, evidentemente -, mas esqueceu-se que não tem culhão para enfrentar o chefe da Economia, que é, no fundo, a salvação da lavoura de Bolsonaro, se conseguir emplacar suas reformas. “É um dos melhores ministros que já tivemos, na nossa história, homem competentíssimo, confio inteiramente, e vocês são todos uns pobres-coitados com inveja, tudo favelado, gente fracassada, drogados, bêbados. É só pra isso que serve nossa mídia.” (Duvida, veja aqui). “Só dou entrevista agora se me derem atestado de exame toxicológico”, insistiu, extremamente ofensivo – há trechos que me recuso a reproduzir. Olavo, guru, encosto, cagão.

 

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