Guaidó, de almofadinha auto-proclamado a golpista sujo

“As ruas da Venezuela estão se enchendo de pessoas e mais pessoas!” Vivam todos os venezuelanos que estão tomando as ruas. Imãos, estamos fazendo história, o fim da usurpação é irreversível”.
No Twitter, o golpista Juan Guaidó e sua “Operação Liberdade”, tentando inventar nas redes sociais o que não consegue nas ruas: maciço apoio popular e respaldo internacional – bélico, não diplomático – para derrubar Nicolás Maduro.

Estava quieto demais. Juan Guaidó, além de presidente auto-proclamado da Venezuela, agora é doutorado pela universidade golpista de Washington. Caracas viveu nesta terça, 30, fortes turbulências, com enfrentamentos na rua, que poderiam ter terminado em tragédia, por conta de uma tentativa de golpe, depois que o gogo boy de Trump convocou a população a se manifestar contra o regime de Nicolás Maduro e, blefando, no melhor estilo ‘se colar, colou’, anunciou o apoio de militares para derrubar o governo. Era uma farsa do almofadinha apoiado pelo Grupo de Lima e pelo Itamaraty de Ernesto Araújo, que deve se achar o barbeiro Porfírio de “O Alienista”, obcecado em libertar a população de Nicolas Maduro, como se não fosse ele o maluco de plantão doido para virar administrador do hospício. A Revolta do Canjica foi desarticulada pelas forças fiéis de Maduro, mas a volta do golpismo na América Latina é só mais um sintoma do retrocesso terrível por que passa o continente, com a direita, ocupando postos-chave, tentando isolar a Venezuela.

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O pândego Guaidó, no Twitter, cercado de meia dúzia de mercenários de patentes duvidosas, convoca o povo venezuelano para o “golpe final”, enquanto Maduro se assegurava ter o apoio de todos os comandantes militares e o controle de áreas estratégicas, como a base La Carlota e as cercanias do Palácio Mirafores

Na manhã desta terça, Guaidó, outro tarado adepto de redes sociais para se comunicar com seus seguidores, postou mensagens em rede social informando que recebeu apoio das principais unidades das Forças Armadas e que deu início à fase final do que ele chamou de “Operação Liberdade”. Eram menos de 6h, quando o infeliz tuitou: “O povo da Venezuela iniciou o fim da usurpação. Neste momento estou me encontrando com as principais unidades militares de nossas Forças Armadas, iniciando a fase final da Operação Liberdade”. Era mentira. Num curto vídeo, só havia meia dúzia de gatos pingados, de patentes duvidosas, ao seu lado. O sinal verde que ele tinha, na verdade, só pode ter vindo de Washington, que tinha, supostamente, informações de que o golpe poderia ser consumado com uma traição militar aqui, outra ali, e viria o efeito dominó. Esqueceram que a Venezuela é escolada em montar diques contra golpes ianques – especialmente porque, mesmo nesses tempos bicudos, Trump não ousaria traduzir sua “diplomacia” de dominação de palavras em ações bélicas. O secretário de estado dos EUA, Mike Pompeo, disse, durante a tarde, que governo norte-americano “apoia plenamente o povo venezuelano em sua busca por liberdade e democracia”. Defina “apoia”, Pompeo.

Por volta de 12h, grupos de manifestantes tentavam entrar na principal base aérea do país, a Generelísimo Francisco de Miranda, conhecida como La Carlota. O local foi escolhido como ponto de apoio a Guaidó, mas em momento algum o local foi controlado por militares apoiadores do oposicionista. Manifestantes forçavam as grades, mas os militares colocaram-nos pra correr com disparos de bombas de gás. Carros blindados da polícia também avançaram sobre os mercenários de Guaidó. Nas ruas, mais cedo, militares dispararam bombas contra manifestantes. Em pouco tempo, as ruas de Caracas foram tomadas por confrontos, provocados pela irresponsabilidade do golpista Guaidó, ignorando que poderia provocar uma tragédia de graves proporções.

Maduro, por sua vez, fez questão de deixar claro que em nenhum momento perdeu o controle da situação. Conversou com todos os comandantes das chamadas Redi (Regiões de Defesa Integral) e Zodi (Zona de Defesa Integral), que, segundo ele, manifestaram “total lealdade ao povo, à Constituição e à pátria”. Também convocou às ruas a população que o apoia, especialmente no cerco ao palácio presidencial de Miraflores. “Venceremos”, escreveu o chavista em rede social. No mundo de fantasia, o chanceler Ernesto Araújo afirmou que o Brasil espera que militares venezuelanos apoiem a “transição democrática” no país vizinho. Possivelmente manteve seus dois senhores, Olavo de Carvalho e Jair Bolsonaro, informados sobre o tiro pela culatra. No Twitter, um lacônico Bolsonaro tuitou: “O Brasil está ao lado do povo da Venezuela, do presidente Juan Guaidó e da liberdade dos venezuelanos”. Que tenham todos pesadelos com Maduro comendo seus fígados.

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