No bueiro da família Bolsonaro, fechar o Supremo é só uma das opções. Se não querem “eleger” uma ditadura, eleitores ainda têm alguns dias para pensar

A família Bolsonaro é tudo, menos imprevisível. É como um subterrâneo fétido onde basta levantar qualquer tampa de bueiro, em qualquer ponto, e sabemos que virá um mau cheiro insuportável. Jair Bolsonaro – e sua família -, como descreveu até o The New York Times em editorial “é um brasileiro de direita com opiniões repulsivas. Ele disse que preferiria um filho morto a um homossexual; que uma colega no Congresso era feia demais para ser estuprada; que os afro-brasileiros são preguiçosos e gordos; que aquecimento global é apenas uma ‘fábula’. Ele é nostálgico dos generais e torturadores que governaram o Brasil por 20 anos. No próximo domingo, no segundo turno da eleição, o Sr. Bolsonaro provavelmente será eleito presidente do Brasil”. Bom, esperemos que o NYT esteja errado pelo menos na última frase. O NYT esqueceu de listar a defesa de Bolsonaro da isenção de julgamento de PMs que matam em serviço – o aval para a carnificina em áreas pobres. Ou alguém imagina que se esteja falando de ações em condomínios na Barra da Tijuca, Morumbi ou Lago Sul?

screencapture-nytimes-2018-10-21-opinion-brazil-election-jair-bolsonaro-html-2018-10-22-13_10_21.png
O editorial do NYT que chama Bolsonaro de homem de direita “com opiniões repulsivas”. “Ele disse que preferiria um filho morto a um homossexual; que uma colega no Congresso era feia demais para ser estuprada; que os afro-brasileiros são preguiçosos e gordos. (…) Ele é nostálgico dos generais e torturadores que governaram o Brasil por 20 anos.”

O último bueiro levantado do esgoto de ideias desses ogros que alternam farda e terninho é um vídeo capturado em 9 de julho. Quando respondia a perguntas de alunos de um curso preparatório para concurso da Polícia Federal, o deputado federal Eduardo Bolsonaro se manifestou sobre a possibilidade de o Supremo impugnar a candidatura de seu pai. “Eles vão ter que pagar para ver”, afirmou. “O pessoal até brinca: se quiser fechar o STF, você não manda nem um jipe, manda um soldado e um cabo. Não é querendo desmerecer o soldado e o cabo. O que é o STF, cara? Tira o poder da caneta de um ministro do STF, o que ele é na rua?” (Assista). No vídeo, ele também menciona o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a “moral” do juiz Sergio Moro. “É igual a soltar o Lula. O Moro peitou um desembargador que está acima dele, por quê? Porque o Moro está com moral pra cacete. Você vai ter que ter c. para conseguir reverter uma decisão dele. Ele só joga lá. Quero ver quem vai dar o contrário”, concluiu. Ministros do STF reagiram, como o decano do tribunal, Celso de Mello, que disse a Mônica Bergamo que a declaração era “inconsequente e golpista”. O vaga-lume político FHC piscou: as afirmações “cheiram a fascismo”. E ficamos por isso mesmo,  segue a campanha. Mais um dia, mais um passo para o cadafalso.

Captura de tela inteira 22102018 132018.bmp
O ogro Eduardo Bolsonaro, deputado federal mais votado da história do País, com 1,8 milhão de votos, e a prosaica defesa do fechamento do STF: “Se quiser fechar o STF, você não manda nem um jipe, manda um soldado e um cabo”. Ensaio para uma inevitável ditadura, que ainda pode ser detida pelo voto.

Papai Bolsonaro, candidato da KKK, como já fez outras vezes com os filhos e com Mourão, o general em quem pensa mandar, tentou dar uma de Mandrake, hipnotizando a platéia. Primeiro questionou se não foi tirado do contexto. “Se alguém falou em fechar o STF, precisa consultar um psiquiatra.” Até aí ia bem. E aí mudou o foco. “Está havendo hoje manifestação em todo o Brasil. É sinal de que a população está realmente preocupada com o futuro e quer alguém diferente do PT na presidência.” Oi? Eduardo recuou, sem convicção. Jogo de cena. Como os áudios vazados de William Waack ou de Boris Casoy, seguidos de sinceras desculpas. Em breve, se o exército de robôs seguir zumbindo fake news nos grupos de Whatsapp e nas redes sociais, com a complacência da Justiça Eleitoral, e os zumbis bolsominions continuarem seu caminho trôpego até as urnas, nem mais desculpas virão. Nós sabemos o que virá. Uma ditadura que não vai durar dois anos até ser engolida pelos próprios bueiros que abriu.

Stephen Fry desnuda Bolsonaro, Mourão Balão veste faixa presidencial e gays tem mais quorum que ato fascista

“Por onde andará Stephen Fry?
Por onde andará Stephen?
Ninguém sabe
Do seu paradeiro
Ninguém sabe
Pra onde ele foi
Pra onde ele vai…”

Opa, eu sei, Zeca Baleiro (Assista o vídeo). O ator britânico está de olho nas eleições no Brasil e já entendeu a encruzilhada em que estamos melhor do que muito brasileiro. O ator, roteirista, apresentador de televisão, cineasta e comediante viralizou nas redes sociais brasileiras – estou há dias para escrever sobre isso e peço desculpas pela falta de tempo – ao comentar sua posição sobre o fascista Jair Bolsonaro, líder (temporário) das pesquisas de intenção de voto para presidente, que teve o desprazer, e o choque de entrevistar para a televisão britânica (Veja). Fry é um sir na entrevista e ouve barbaridades perplexo, mas sem perder a fleuma. Comentar mais é bobagem, melhor assistir e se chocar junto (Veja aqui  e aqui). Fry fala de cadeira – e lembra isso. Entrevistou Bolsonaro na Assembléia Legislativa do Rio – antro de corruptos -, em programa para a TV britânica, e ouviu dele que “não há homofobia no Brasil”, apenas gays histéricos e aproveitadores políticos. “Foi um dos confrontos mais sinistros que já tive como ser humano”, reconheceu Fry, descrevendo os olhos de Bolsonaro como “bem mortos e apavorantes”.

Captura de tela inteira 30092018 231356.bmp.jpg
O ator, roteirista, apresentador de televisão, cineasta e comediante britânico Stephen Fry, fala de sua experiência de entrevistar Jair “Ou eu ou ninguém” Bolsonaro e do pavor que teve com suas palavras e olhar. Ele suplica aos brasileiros que pensem bem antes de votar. #EleNão #EleNunca
Capturas de tela3-001.jpg
Imagine um lord inglês entrevistando um ogro… Se falasse inglês, o monoglota e agiota Bolsonaro diria “My precious”, na linha Gollum seduzido pela faixa presidencial.

Enquanto isso, por que o país não para, na Avenida Paulista, uma festa de fascistas, coxinhas e correlatos, um dia depois dos grandes atos #EleNão, em repúdio ao candidato a presidente Jair Bolsonaro (Veja a manifestação histórica liderada por mulheres no Brasil vista por quatro ângulos). Apoiadores de Bolsonaro promoveram uma, vamos admitir, manifestação em prol do candidato. Um boneco inflável com farda do Exército – E FAIXA PRESIDENCIAL, uhhh – que representa o candidato a vice do PSL, general da reserva Hamilton Mourão foi o, digamos, diferencial. Não deixa de ser curioso que isso ocorra na mesma semana em que Bolsonaro o desinflou publicamente. O deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do “coiso”, bateu na tecla da possibilidade de fraude nas urnas, bla, bla, bla. Em cima do carro de som, disse na Paulista que seu pai vencerá a eleição no primeiro turno, caso o sistema de urna eletrônica não sofra fraude. “Se a urna (eletrônica) não for fraudada, vai ser no primeiro turno”, disse ele.

42831048_1942139972531828_3482877727235637248_n.jpg
Os bolsominions fizeram um ato na Avenida Paulista com um boneco inflável com farda do Exército que representa o candidato a vice, general da reserva Hamilton Mourão, na mesma semana em que Bolsonaro o desinflou publicamente. E o boneco usava faixa presidencial – ops. Não dá pra dizer que os caras não tem humor.
Imagens temporarias 71-002.jpg
Eduardo “coisinho”, no ato coxinha na Paulista, e Janaína Paschoal, em momento Bruxa de Blair, na época em que advogou pelo impeachment da primeira mulher presidente, Dilma Rousseff, por “pedaladas fiscais”, levando Temer, Moreira, Padilha, Geddel e quadrilha ao Planalto. Segundo ele, “as mulheres de direita são mais bonitas que as da esquerda” porque “não defecam nas ruas”. Possivelmente os dois nunca foram apresentados.

Mas o supra sumo da estupidez – falando sério, é de corar burro de carga – foi a frase de Eduardo Bolsonaro, possivelmente tentando, do seu jeito tosco e preconceituoso, atingir as mulheres que lotaram as ruas do país no movimento #EleNão, misturando beleza e ideologia femininas. “As mulheres de direita são mais bonita que as da esquerda. Elas não mostram os peitos nas ruas e nem defecam nas ruas. As mulheres de direita tem mais higiene”, vomitou o “coisinho”. Possivelmente, ele nunca foi apresentado a Janaína Paschoal. Aliás, você sabe porque a Bolsonaro Family – deve dar um reality porreta, nível Kardashians – está tão preocupada? Pesquisas, amigas e amigos, mostram que intenções de voto entre homens e mulheres nestas eleições têm a maior diferença da história. O candidato do PSL é o mais rejeitado pelas mulheres; o voto feminino pode ser decisivo nas eleições. “Se Bolsonaro conseguir 30% dos votos das mulheres, ele vai precisar de 70% dos votos dos homens para vencer. Fica difícil”, exemplificou o cientista político Bruno Wanderley Reis, da Universidade Federal de Minas Gerais, em entrevista para a BBC News Brasil. Segundo o Datafolha, 43% das mulheres não votariam ‘de jeito nenhum’ em Bolsonaro.

e6552056-8aa3-43da-8bbc-e509190bc8a7.jpeg
Jair Bolsonaro segue atrás de Lula nas intenções de voto entre o eleitorado feminino. E lidera o ranking dos presidenciáveis rejeitados por elas. Na foto, uma das humilhações à deputada Maria do Rosário, a quem empurrou, ameaçou, chamou de “vagabunda” e disse que “não estupraria porque não merece” (Relembre aqui  e aqui).

Depois de ler isso, e botar os bofes pra fora, respire e ouça Haddad tocando “Blackbird”, dos Beatles, em reunião com artistas. Ah, enquanto os preconceituosos rebolavam sua fúria na Paulista, a Parada do Orgulho LGBTI levou uma multidão à orla de Copacabana – pelo menos 1 milhão pessoas, segundo a organização. Com os termômetros marcando 30°, milhares de pessoas participaram na Avenida Atlântica da 23ª Parada do Orgulho LGBTI. Oito trios elétricos animaram o público na altura do Posto 5. Nanda Costa e Lan Lanh se beijaram para a alegria geral. A rainha do rebolado, Gretchen, também estava lá com a filha, Thammy. Esse ano a manifestação teve como tema “Vote em ideias, não em pessoas. Vote em quem tem compromisso com as causas LGBTI”. O intuito foi despertar na comunidade LGBTI mais engajamento e participação nesse momento político, escolhendo candidatos que tenham compromisso com as causas e lutas em prol do respeito e diversidade. O #EleNão estava lá.

parada3

15383372205bb129c4b8192_1538337220_3x2_xl
A Atlântica, no Rio lacrou com a 23ª Parada do Orgulho LGBTI. Oito trios elétricos animaram o público na altura do Posto 5. Esse ano a manifestação teve como tema “Vote em ideias, não em pessoas. Vote em quem tem compromisso com as causas LGBTI”. Tá claro?

No fundo é isso. Existe em mim, talvez em você, o senso, em muita gente, felizmente, o que chamamos de senso comum, noções comumente admitidas pelos indivíduos, que faz a voz de Mr. Fry mexer com meus brios e me fazer, ao longo de todo um domingo domingo de sol no Rio, escrever esse texto. E tem os outros. Os espíritos de porco, se quisermos ser bem-humorados, os fascistas canalhas, ignorantes, que no vácuo de Bolsonaro libertaram-se de suas amarras e soltam seus preconceitos como se não houvesse amanhã. O problema pra vocês é que sempre há amanhã. E o que se faz e escreve – não adianta, portanto, general Aléssio Ribeiro Souto, que quer queimar os livros que “não falam a verdade” sobre 1964 (Leia e se espante) – é que a verdade não se apaga mais.

general-alessio-1538075325068_615x300
A prova viva – e embigodada – de que a formação militar é um lixo e uma fábrica de expelir ogros: formado na Aman (Academia das Agulhas Negras) e no IME (Instituto Militar de Engenharia, general da reserva Aléssio Ribeiro Souto, um dos mimos fardados de Bolsonaro, defende eliminar os livros que chamem 64 de “ditadura”, acabar com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e revisão da grade curricular de alunos e professores brasileiros para eliminar o que classifica como “ideologização” na educação brasileira.

Kataguiri segue estratégia tucana e tenta salvar MBL batendo em Bolsonaro

“Não interessa quem seja seu candidato a presidente da República, ele (Bolsonaro) não dá, ele não dá, ele nunca pode ser presidente da República”
Kim Kataguiri, do direitista MBL, em post nas redes sociais, no último dia 20/09, pregando o voto contra Bolsonaro, aderindo ao #Elenão e defendendo a democracia, a imprensa e as minorias. Um espanto.

Captura de tela inteira 23092018 002811.bmp
Penteado novo, a mesma barba rala, Kataguiri, valete do MBL e candidato a deputado federal pelo DEM, no vídeo em que elegeu o ex-parça Bolsonaro a reencarnação do mal

 

Aliados desde antes do impeachment, MBL, o Movimento Brasil Livre de Kim Kataguiri, e o capitão Jair Bolsonaro, não trocam mais elogios mútuos, nem sentam no mesmo boteco há alguns meses, o que culminou com um vídeo (Assista aqui e se esforce para não rir) do agora candidato a deputado federal pelo DEM, numa cara-de-pau sem limites, aderindo ao #Elenão – o movimento criado pelas “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”, hackeado recentemente nas redes sociais. Ideólogo do grupo de extrema-direita que serviu a Eduardo Cunha e Paulo Skaf para criar um movimento fabricado de rua, arregimentando coxinhas e reacionários pró-impeachment de Dilma Rousseff, Kataguiri é tudo, menos um antibolsonarista. Ou um democrata. Em maio de 2015, estava na foto clássica – um dos porta-retratos do golpe parlamentar -, ao lado de Eduardo Cunha, Bolsonaro e manada, embaixo da faixa “Um Brasil livre da corrupção”. Kataguiri é assim: em setembro de 2016, postaria nas redes um “Tchau, querido” quando Cunha foi cassado por 450 votos.

imagens temporarias 6-002
Álbum de família, maio de 2015, o início da lambança: Eduardo Cunha, Bolsonaro e Kataguiri, movidos pelo patriotismo, se unem contra a corrupção do PT.  Em setembro de 2016, o líder do MBL comemoraria a cassação de Cunha com um ingrato “Tchau, querido”.

Captura de tela inteira 22092018 233325.bmp

Em 2015 também, Kataguiri postou uma foto usando uma arma de airsoft para levantar, pelo Facebook, uma das bandeiras bolsonaristas: o fim do Estatuto do Desarmamento. Pouco antes disso, o MBL saia em defesa de Bolsonaro, que havia se tornado réu em duas ações penais no Supremo Tribunal Federal por injúria e apologia ao crime de estupro. A página do grupo no Facebook publicou um post dizendo que Bolsonaro era “vítima de fascismo censório em ação no STF”. Em fevereiro de 2017, Kataguiri, cabelos ainda compridos e algo próximo de um buço desenhando os lábios, reunia-se tranquilamente com Eduardo Bolsonaro, filho do capitão, e Marco Feliciano, próceres da fatia mais abjeta do Congresso, para discutir estratégias pós-impeachment.

kim_kataguiri
Recordar é viver. Início de 2017, Eduardo Bolsonaro, Kataguiri e Marco Feliciano posam após discutir estratégias pós-impeachment. Antes disso, em 2015, o neófito Kataguiri postou uma foto empunhando uma arma de airsoft , que atira projéteis plásticos não letais, para condenar o Estatuto do Desarmamento. Bolsonaro ficou em estado de graça.

vemprarua09_kim_kataguiri

“Um dos nomes que pode ser visto como (alguém) de fora (da velha política), apesar de ter mandato há 20 anos, é o Bolsonaro. Ele foi um cara que ficou de fora de tudo o que estava acontecendo dentro do Congresso, e no governo federal. Ele é um nome que representa o anti-establishment”, analisou Kataguiri, entrevistado por um certo Marcelo Bonfá – por favor, não confunda com o ex-baterista do Legião -, em 12 de dezembro de 2017 (Assista aqui). Mesmo recentemente, em 31 de julho passado (Assista aqui), Kataguiri não resistiu e criticou a bancada de entrevistadores que cercou Bolsonaro no Roda Viva. “Os entrevistadores só ficaram de socialistas do Leblon, do Baixo Augusta. Mentindo pra tentar desqualificar o Bolsonaro. Não entrevistaram o presidente da República”, reclamou o candidato do DEM pelo Youtube.

Não se pretende aqui, evidentemente, cobrar coerência de quem vive do disfarce e da patranha, como não se vai cobrar senso democrático e inteligência política de gente como Alexandre Frota, Rodrigo Constantino e Felipe Melo. Só ajudar a explicar que Kataguiri – que colocou Bolsonaro para discursar em caminhões do MBL e fazia selfies com adoradores do Revoltados OnLine, que por sua vez abraçavam amigos do Vem Pra Rua –, apenas segue, há algum tempo, a estratégia tucana de tentar colocar Geraldo Alckmin na vaga de Bolsonaro no segundo turno.

O MBL, que virou uma colcha de retalhos – lançou 16 candidatos por nove partidos, a maior parte da base de apoio a Alckmin para a Presidência -, depende disso para sobreviver (Leia a Folha). Sem o impeachment de Dilma para catalizar multidões, responsáveis diretos por colocar o megaimpopular Michel Temer no poder, o MBL corre o risco real de acabar se, sem carro de som e palanque, não fizer uma bancada. E isso só acontecerá se Alckmin não sair da atual indigência de votos. No Twitter, o filho do capitão, Flávio, deixou até registrado: “O MBL está dando chilique. Achava que, com a ruína do PT, o PSDB ocuparia o espaço que ficou aberto. Não contava que a direita ia surgir com um nome de tanto peso como o do Jair Bolsonaro.” Quem assiste “análises” feitas apenas um ano atrás por Kataguiri mostra que o dublê de cientista político nem de longe também sonhou com a arrancada de um Fernando Haddad.

Sem alguém para mexer os fios, Kataguiri é um marionete sem palco e sem platéia.