Com fracasso de Crivella no Rio, Igreja Universal do Reino de Bolsonaro, junto com outras “igrejas”, aposta em holding eletrônica de suporte ao governo fascista

O apoio de Edir Macedo a Jair Bolsonaro nas eleições não foi trivial, mas uma negociação em bases sólidas, que inclui um acerto do novo governo para solapar o poder das Organizações Globo – talvez o único projeto em comum com o PT -, com uma forte injeção de publicidade no Conglomerado Universal de Comunicações, ampliação de concessões de rádios e TVs – nos moldes ACM no Governo Sarney, versão Edir Macedo – e a criação de um bloco eletrônico de apoio ao governo fascista, similar ao que está sendo costurado no Congresso com as bancadas evangélica, ruralista e da bala. Tudo isso junto à manutenção da máquina montada nas redes sociais, que trocará as fake news contra o PT por good news pró-Bolsonaro. O ex-capitão ultradireitista é a grande esperança da Universal e de “pregadores” de outras denominações, como Silas Malafaia – mais um pastor eletrônico, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que está há 35 anos ininterruptos na TV, atualmente na Band -, Josué Valandro Jr. – pastor Presidente da Igreja Batista Atitude central da Barra, conhecido como “pastor da família Bolsonaro”, por ser “padrinho” da futura primeira-dama -, pastor Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra, e Marco Feliciano, o pastor metrossexual, ex-namorado de Alexandre Frota – segundo Frota! – que chegou a presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara – para usar a máquina pública para favorecer grupos religiosos, manter sua santa isenção fiscal e trucidar direitos sociais, especialmente a causa LGBT.

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A holding dos crentes seguidores de Bolsonaro em ação: Edir Macedo, dono da Record e da IURD, que virou livro e filme; Marco Feliciano, o metro-pastor, no Pânico; de novo Edir Macedo, reencontrando Silvio Santos, do SBT, outro velho puxa-saco de ditadores; Silas Malafaia, o Jesse Valadão da Chanchada Crente, ora com a família no palco da Assembleia de Deus, ao vivo; e Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra, acarinhando o poder, no caso, Temer.

Com o retumbante fracasso administrativo do bispo da IURD Marcelo Crivella no Rio, que, mesmo admitindo concorrer à reeleição em 2020, tem menos chances de ser eleito que um demônio pedir dízimo durante exorcismo em Igreja, Bolsonaro tornou-se o “presidente dos sonhos” de quem quer mais do que levar fiéis para o céu. Este site tem informações seguras, baseado em contatos com fontes nas redações de diversos veículos afetados, que está sendo montado um rasteiro, mas eventualmente eficiente, projeto de poder, para tornar o Brasil uma República Fundamentalista, dessas que você se arrepia de ver assistindo episódios de “O Conto da Aia”. Com controle de redes sociais, diante da inoperância de seus “cuidadores”, e da mídia eletrônica, e conscientes que estão, como já disse Bolsonaro, referindo-se mais à Folha de S.Paulo, que a mídia impressa não apita mais nada,  pretendem ter o controle do noticiário. É muito claro que trata-se do espraiamento de um projeto de poder, formado por redações doceis, que nesta segunda, 05, foi marcado por uma limpa na TV Gazeta, que demitiu cerca de 80 profissionais, após um restabelecimento de “negociações com a Igreja Universal”. Além do diretor Dácio Nitrini e o editor-chefe Sérgio Galvão, foram dispensados todos os demais componentes da cúpula do jornalismo, comentaristas dos telejornais, inclusive Bob Fernandes – uma das poucas vozes ponderadas a questionar o significado da eleição de Bolsonaro – e o apresentador Rodolpho Gamberine, que recebeu a notícia em Paris, em férias. Só restou no Departamento de Jornalismo o suficiente para cumprir a cota de jornalismo exigida das concessões de rádio e TV.

Ali perto, no SBT, outro camelô de espaços editoriais, Silvio Santos, dono do SBT – e criador da nefasta “Semana do Presidente”, no governo do ditador João Figueiredo, e que seguiu até FHC -, vejam só, reencontrou-se após 17 anos, com o dono da Record, ele mesmo, Edir Macedo. Tiveram, no Templo de Salomão, em São Paulo – a nababesca sede da Igreja Universal em São Paulo -, uma “conversa produtiva”. O Domingo Espetacular, capitaneado por Paulo Henrique Amorim, vejam só, o isentão, exibiu “com exclusividade esse momento inédito na televisão brasileira”. Histórico para quem, PHM? Que Conversa Fiada, hem? E assim vai se formando, Record, Gazeta, SBT, quem sabe Band, a Rede Bolsonaro de Televisão. Agora se entende porque Bolsonaro quer extinguir a emissora pública do governo federal controlada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Pra que? Ou talvez ele mantenha – atenção, coleguinhas que votaram no Bozo, vamos acochambrar: Bolsonaro considera manter algumas emissoras controladas pela EBC – TV Brasil, TV NBR, rede da Rádio Nacional e Rádio MEC, além da Voz do Brasil. Para serem, claro, usadas como principal meio de comunicação com os eleitores. Mas mantenham-se reaças, inclusive nas mídias sociais. A parte evangélica e reacionária do pedaço está bem administrada.

E para não dizer que não falei dos católicos, Bolsonaro, que, por sinal concedeu entrevista à rádio católica TV Aparecida, foi linda a omissão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que, como Pilatos, lavou as mãos no segundo turno entre Deus e o Diabo, enquanto a tal Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil e suas igrejas afiliadas engajou-se com sermões e dízimos na campanha do Cramunhão. A CNBB vai comer o pão que o diabo amassou. A Universal, que já é dona da TV Record – fora o portal R7 e rádios em todo o país -, vai comandar o resto do pedaço. E bem-vindos ao conto da Aia.

Roger e Bono dão show de democracia defendendo o país onde não nasceram. Judiciário questiona líder do Pink Floyd

O irlandês Bono Vox se uniu ao inglês Roger Waters para denunciar a eleição do fascismo que muitos brasileiros só vão enxergar quando vier tiro, porrada e bomba. Nas últimas semanas, vimos a esplêndida e corajosa – para nós, democratas, histórica- turnê do fundador do Pink Floyd, não se importando com vaias aqui e ali, denunciando a ameaça fascista no Brasil. Como já leram aqui, no penúltimo show da turnê de Roger Waters, no Estádio Major Antônio Couto Pereira, em Curitiba – berço da Lava Jato e um dos estados mais fascistas do país- , o músico não se acovardou diante das ameaças de ações judiciais que pediram para que não emitisse opiniões sobre as eleições. O #Elenão voltou ao telão do show, por 30 segundos, antes da proibição eleitoral (Vale seguir seu Twitter). Outro músico do primeiro time mundial e conhecido por seu ativismo político, o vocalista da banda irlandesa de rock U2, ironizou Jair Bolsonaro, presidente eleito, em um show em Belfast, na Irlanda do Norte. “Milhões de pessoas estão prestes a ter o seu Carnaval transformado em um desfile militar por um homem chamado capitão Bolsonaro. Esse é o seu nome”, disse Bono Vox, na noite de sábado, 27.

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“Mesmo hoje, nesse dia de eleição. Duzentos milhões de pessoas prestes a ter seu carnaval transformado numa parada militar por um homem chamado Capitão Bossa Nova. Bolsonaro, não esqueçam o nome. Muitos nomes, mas apenas um rosto. O meu.”
Bono Vox, líder do U2, em show em Belfast

Ao se fantasiar com seu personagem Mr Macphisto, paródia do diabo de Fausto, o cantor pergunta à platéia: “Vocês já viram um político assim antes? Os diabos de Macphisto estão tomando o controle ao redor do mundo”, respondeu, caracterizado com chifres vermelhos, pó branco no rosto e uma boca meio de ‘Coringa”, meio de monstro. Meio Temer, meio Bolsonaro. Mac” vem de McDonalds, uma representação do capitalismo feita pela banda. “Phisto” vem de Mefistófiles, o demônio que faz o pacto com Fausto, da obra do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe. Fausto é um dos personagens mais complexos e conhecidos da literatura, que desiludido com o seu tempo, aceita o acordo com Mefistófiles. Em seguida, o cantor cita o presidente americano Donald Trump, o presidente filipino Rodrigo Duterte, que chama de “menino lindo”, e, por fim, Jair Bolsonaro. “O que vocês estão olhando, Belfast? Vocês nunca viram um político antes?”, perguntou o personagem durante o show. “Os demônios de MacPhisto estão tomando o poder ao redor do globo.” Queria muio estar lá, mas aí não poderia ter votado em Haddad.

Não nos esqueçamos que a coligação de Jair Bolsonaro entrou com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a inelegibilidade de Fernando Haddad com argumento de propaganda irregular em favor do petista durante shows de Roger Waters. O medíocre ministro do desmoralizado TSE, Jorge Mussi, corregedor-geral eleitoral, que nada fez sobre a Fantástica Fábrica de Fake News montada pelo Coiso, conseguiu seus 15 segundos de fama ao pedir manifestação dos produtores responsáveis pelos shows de Roger Waters no Brasil por “propaganda eleitoral irregular”. No TSE desde outubro de 2017, o ministro votou contra candidatura do ex-presidente Lula com base na Lei da Ficha Limpa. País adernando, Judiciário na proa. Nós temos Chico Buarque, Roger Watares e Bono Vox, eles têm Magno Malta, Amado Batista e Fagner. Vergonha alheia à máxima potência.

No bueiro da família Bolsonaro, fechar o Supremo é só uma das opções. Se não querem “eleger” uma ditadura, eleitores ainda têm alguns dias para pensar

A família Bolsonaro é tudo, menos imprevisível. É como um subterrâneo fétido onde basta levantar qualquer tampa de bueiro, em qualquer ponto, e sabemos que virá um mau cheiro insuportável. Jair Bolsonaro – e sua família -, como descreveu até o The New York Times em editorial “é um brasileiro de direita com opiniões repulsivas. Ele disse que preferiria um filho morto a um homossexual; que uma colega no Congresso era feia demais para ser estuprada; que os afro-brasileiros são preguiçosos e gordos; que aquecimento global é apenas uma ‘fábula’. Ele é nostálgico dos generais e torturadores que governaram o Brasil por 20 anos. No próximo domingo, no segundo turno da eleição, o Sr. Bolsonaro provavelmente será eleito presidente do Brasil”. Bom, esperemos que o NYT esteja errado pelo menos na última frase. O NYT esqueceu de listar a defesa de Bolsonaro da isenção de julgamento de PMs que matam em serviço – o aval para a carnificina em áreas pobres. Ou alguém imagina que se esteja falando de ações em condomínios na Barra da Tijuca, Morumbi ou Lago Sul?

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O editorial do NYT que chama Bolsonaro de homem de direita “com opiniões repulsivas”. “Ele disse que preferiria um filho morto a um homossexual; que uma colega no Congresso era feia demais para ser estuprada; que os afro-brasileiros são preguiçosos e gordos. (…) Ele é nostálgico dos generais e torturadores que governaram o Brasil por 20 anos.”

O último bueiro levantado do esgoto de ideias desses ogros que alternam farda e terninho é um vídeo capturado em 9 de julho. Quando respondia a perguntas de alunos de um curso preparatório para concurso da Polícia Federal, o deputado federal Eduardo Bolsonaro se manifestou sobre a possibilidade de o Supremo impugnar a candidatura de seu pai. “Eles vão ter que pagar para ver”, afirmou. “O pessoal até brinca: se quiser fechar o STF, você não manda nem um jipe, manda um soldado e um cabo. Não é querendo desmerecer o soldado e o cabo. O que é o STF, cara? Tira o poder da caneta de um ministro do STF, o que ele é na rua?” (Assista). No vídeo, ele também menciona o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a “moral” do juiz Sergio Moro. “É igual a soltar o Lula. O Moro peitou um desembargador que está acima dele, por quê? Porque o Moro está com moral pra cacete. Você vai ter que ter c. para conseguir reverter uma decisão dele. Ele só joga lá. Quero ver quem vai dar o contrário”, concluiu. Ministros do STF reagiram, como o decano do tribunal, Celso de Mello, que disse a Mônica Bergamo que a declaração era “inconsequente e golpista”. O vaga-lume político FHC piscou: as afirmações “cheiram a fascismo”. E ficamos por isso mesmo,  segue a campanha. Mais um dia, mais um passo para o cadafalso.

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O ogro Eduardo Bolsonaro, deputado federal mais votado da história do País, com 1,8 milhão de votos, e a prosaica defesa do fechamento do STF: “Se quiser fechar o STF, você não manda nem um jipe, manda um soldado e um cabo”. Ensaio para uma inevitável ditadura, que ainda pode ser detida pelo voto.

Papai Bolsonaro, candidato da KKK, como já fez outras vezes com os filhos e com Mourão, o general em quem pensa mandar, tentou dar uma de Mandrake, hipnotizando a platéia. Primeiro questionou se não foi tirado do contexto. “Se alguém falou em fechar o STF, precisa consultar um psiquiatra.” Até aí ia bem. E aí mudou o foco. “Está havendo hoje manifestação em todo o Brasil. É sinal de que a população está realmente preocupada com o futuro e quer alguém diferente do PT na presidência.” Oi? Eduardo recuou, sem convicção. Jogo de cena. Como os áudios vazados de William Waack ou de Boris Casoy, seguidos de sinceras desculpas. Em breve, se o exército de robôs seguir zumbindo fake news nos grupos de Whatsapp e nas redes sociais, com a complacência da Justiça Eleitoral, e os zumbis bolsominions continuarem seu caminho trôpego até as urnas, nem mais desculpas virão. Nós sabemos o que virá. Uma ditadura que não vai durar dois anos até ser engolida pelos próprios bueiros que abriu.

Marielle vive. Não o fascismo

Marielle vive, apesar da impunidade do estado e da polícia, de Bolsonaro e seu candidato de direita ao governo do Rio, Heil Witzel – que participou, junto com dois candidatos do PSL, os ogros Rodrigo Amorim e Daniel Oliveira, da cerimônia fascista que quebrou a placa de rua que simbolicamente homenageava a vereadora do Psol ASSASSINADA no dia 14 de março no Estácio, região central da cidade – e, apesar do país grotesco em que estamos nos convertendo. Resistir é preciso, nos lembrou Roger Waters.

Neste domingo, 14, em ato em homenagem a Marielle, executada junto com o motorista Anderson Gomes, manifestantes distribuíram mil placas com o nome da parlamentar na Cinelândia, onde ficava a placa arrancada e depois destruída em comício em Petrópolis. Uma resposta esplêndida aos fascistas. Houve protesto contra o presidenciável Jair “Fujão de debates” Bolsonaro, do mesmo partido (“Ele não!)”, e gritos de apoio a seu oponente, Fernando Haddad (PT) (Haddad sim!). “Fascistas, fascistas não passarão!”, gritaram os manifestantes, exibindo as placas, no início da tarde, na capital fluminense.

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Hei Witzel, o candidato fascista ao Governo do Rio, que cercado de dois ogros candidatos do PSL, realizou uma cerimônia fascista em Petrópolis para destruir a placa que homenageava a vereadora assassinada Marielle Franco. Covardes e seres humanos abomináveis. No canto direito, o brasão alemão da família Witzel

Mônica Benício, viúva de Marielle Franco, participou do ato na Cinelândia, e ajudou a distribuir placas que, por orientação dos manifestantes, não foram penduradas nas ruas, mas guardadas “como memória”. Em minutos, as placas acabaram. Além de Mônica, estiveram presentes os pais da vereadora, Marinete da Silva e Antonio Francisco da Silva Neto, e parlamentares, como os deputados Marcelo Freixo e Jandira Feghali, além do ex-deputado Chico Alencar.

A campanha, veja só, foi promovida pelo site Sensacionalista, um noticiário satírico eletrônico, que propôs a campanha – essa, séria – “Eles rasgam uma, nós fazemos cem”, mas acabaram arrecadando o suficiente para mil placas. O objetivo inicial era conseguir R$ 2 mil, que seriam usados para a confecção de 100 placas. Em 20 minutos ele foi atingido. Chegaram a R$ 39.743, com 1.569 doadores – pessoas físicas e jurídicas.

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Mônica Benício, viúva de Marielle Franco, participou de ato na Cinelândia, no centro do Rio, que distribuiu mil placas de rua em homenagem à vereadora executada em 14 de março; Mil placas foram confeccionadas com a iniciativa do site Sensacionalista, na campanha “Eles rasgam, nós fazemos”. Momento democrático em tempos fascistas

O ato foi a segunda homenagem a Marielle em dois dias. Na véspera, a Estação Primeira de Mangueira escolheu o seu samba-enredo para o carnaval de 2019. Adivinhe? O enredo “História para ninar gente grande”, de autoria do carnavalesco Leandro Vieira, se propõe a contar a história do Brasil e citará a vereadora assassinada.

Heil Witzel! Candidato ao governo do Rio curte homens fortes e apóia depredação a placa que homenageava Marielle Franco

No Rio, sou Eduardo Paes e DEM desde criancinha. Descrito como “surpresa da campanha”, como se fosse um ser humano decente, Wilson Witzel, candidato do PSC e de Bolsonaro, que chegou à frente no primeiro turno, contrariando todos os institutos de pesquisa, ficou marcado no final da campanha por uma cena odiosa e patética – e as redes sociais não deixam ninguém mais desmentir, no máximo ajoelhar no milho em contrição. Circula livremente pelo território livre da web – e não é fake news, queridas e queridos amigos -, vídeo em que Witzel – sobrenome de origem alemã -, ex-juiz com passagem pela Marinha, aparece em um palanque de campanha, em Petrópolis, no domingo anterior à eleição, em companhia dos então candidatos a deputado federal Daniel Silveira e deputado estadual Rodrigo Amorim, cometendo uma da cenas mais deprimentes da campanha fluminense. Suficiente para depene-lo politicamente no segundo turno – se não fossemos um país descobrindo-se uma republiqueta- ou conceder-lhe tardiamente a Eisernes Kreuz, a Medalha de Ferro do Terceiro Reich.

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O fascismo, momento a momento. Candidatos bolsominions  arrancam placa que homenageia vereadora assassinada Marielle Franco e depois se juntam a Heil Witzel,!  candidato ao governo do Rio que participou do ritual canalha. No  canto direito, o brasão alemão da família Witzel.

Entusiasmado, ao lado dos dois fortões, e aos gritos de “mito, mito, mito” – sabemos de quem estão falando -, os dois parças bombados arrancam e destroem, na sua cara, uma placa de rua feita em homenagem à vereadora Marielle Franco, mulher, negra, lésbica, mãe e cria da favela da Maré, socióloga, vereadora da Câmara do Rio de Janeiro pelo PSOL, com 46,5 mil votos, assassinada no dia 14/03. Treze Tiros atingiram o veículo, matando também o motorista Anderson. O crime permanece impune. Pois o sujeito que quer governar o Rio – após Garotinho, Rosinha, Cabral, Pezão, fim dos tempos – compactuando com os assassinos de Marielle e prometendo, nada indiretamente, ajudar a “sentar o dedo [atirar] nesses vagabundos”, como um de seus amigos se referiu, diante da platéia colérica, pensa dessa forma. Que tal?

No começo do vídeo, Witzel pede votos para Silveira e depois a câmera mostra o discurso de Amorim em cima do carro de som: “Marielle foi assassinada. Mais de 60 mil brasileiros morrem todos os anos. Eu vou dar uma notícia para vocês. Esses vagabundos, eles foram na Cinelândia, e à revelia de todo mundo, eles pegaram uma placa da Praça Marechal Floriano, no Rio de Janeiro, e botaram uma placa escrito Rua Marielle Franco. Eu e Daniel essa semana fomos lá e quebramos a placa. Jair Bolsonaro sofreu um atentado contra a democracia e esses canalhas calaram a boca. Por isso, a gente vai varrer esses vagabundos. Acabou Psol, acabou PCdoB, acabou essa porra aqui. Agora é Bolsonaro, porra”, gritou Amorim pelo microfone, diante do cara que quer ser governador, braço esquerdo levantado numa saudação…você sabe. Alguns vídeos (Aqui, aqui e aqui).

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Witzel, o fascista bolsominion, candidato ao governo do Rio, participou de ato onde outros políticos depredaram placa sobre Marielle. Votar nele é uma aberração maior que sua falta de postura. 

Como o fascista candidato ao governo do Rio consegue olhar nos olhos de seu filho Erick (Leia), um menino transexual de 24 anos, chef de cozinha, vegano e empreendedor, ninguém sabe. “Seguimos rindo para não chorar, porque a vontade é sumir. Um dia triste para a história do nosso estado e do nosso país”, postou Erick, no Instagram. Detalhe: os canalhas Daniel Silveira e Rodrigo Amorim foram eleitos neste domingo. Resta-nos a esperança de que Wilson Witzel seja mandado de volta para o buraco fascista de onde saiu.