Moro Dredd, o exterminador de petistas, faz Palocci refém e tenta balear Haddad

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Em um mundo dominado pela miséria e corrupção, e onde a justiça e a lei precisaram ser dissolvidas, o juiz Moro Dredd, usando o bordão “Eu sou a lei!”, atira para matar. No último episódio dessa saga, ele sequestrou Antonio Palocci e, mesmo contra o Ministério Público, que não viu provas na sua “delação implorada”, divulgou para a mídia uma série de ilações, sem qualquer prova. Isso – tchan, tchan, tchan! – na semana de eleições presidenciais e afetando um dos candidatos presidenciais e o partido que odeia.

O mundo dos quadrinhos está de luto. Carlos Ezquerra, cocriador do Juiz Dredd, faleceu nesta segunda-feira, 01, aos 70 anos. Ezquerra criou o famoso anti-herói ao lado do escritor John Wagner, que ganhou adaptações cinematográficas com Sylvester Stallone e Karl Urban no papel título. Dredd é um vingador em um mundo apocalíptico, dominado pela violência, miséria e crimes, e onde a justiça e a lei precisaram ser dissolvidas. Ele assume com uma força tarefa a nova ordem e usa o bordão “Eu sou a lei!” – antes de executar sua vítima da vez. A tal “força de pacificação”, com alto poder de fogo e licença para prender, julgar, condenar e executar os criminosos na própria cena do crime, são os tais “Juízes”. Não, o cenário não é Curitiba, mas o que seriam as antigas cidades de Boston e Washington, e a força tarefa não se chama Lava Jato. Mas no nosso mundinho político, acovardado por acusações que vem até do hiperespaço, reapareceu a versão tupiniquim do juiz exterminador, Moro Dredd, em mais uma demonstração de que está mais para justiceiro aniquilador de petistas do que para um magistrado isento, independente, equilibrado, enfim, essas coisas fora de moda.

Mas por que estamos falando de Moro Dredd se a Lava Jato foi para as cucuias desde que o ex-presidente Lula foi encarcerado e impedido de participar do processo eleitoral e Dallagnol, Santos Lima e a oligarquia do MP sumiram do mapa (não acredite nos boatos de que prestam serviço pro bono para a campanha de Álvaro “Botox” Dias)? Ah, é que Moro Dredd, a seis dias das eleições, decidiu sequestrar Antonio Palocci, o alvo que lhe pareceu mais óbvio, e, acreditando poder atingir o PT e Haddad, mandou retirar o sigilo de parte do pré-acordo de delação “implorada” do ex-ministro no âmbito da Operação Lava Jato – o que, obviamente, ganhou a mídia proporcional que se esperava. Embora tenham sido feitas há quase sete meses, e rejeitadas pelo Ministério Público Federal (!) por inconsistência total e absoluta, as delações sem provas foram acolhidas pelo juiz federal da 13ª Vara de Curitiba, nesta segunda. Nada será provado, evidentemente, o que vale é o “barulhinho bom” na mídia e, com sorte, algum estrago na campanha, de modo que prejudique o PT odiado por Moro e a parte da sociedade que ele representa. Não vou sequer me dar ao trabalho de repetir as acusações, quem quiser que leia no seu veículo preferido. Em agosto, o STF decidiu que delações sem provas devem ser sumariamente arquivadas, mas Moro Dredd, claro, está acima disso.

Em nota, a defesa do ex-presidente Lula afirmou que “Palocci mentiu mais uma vez, sem apresentar nenhuma prova”. Os advogados dizem ainda que a decisão de Moro “apenas reforça o caráter político dos processos e da condenação injusta imposta ao ex-presidente” e que o juiz “tem o nítido objetivo de tentar causar efeitos políticos para Lula e seus aliados”. A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou que Moro “não podia deixar de participar do processo eleitoral” e que ele tenta “pela enésima vez destruir Lula”. Palocci está preso desde 2016.

Como escreveu, em nota, a ex-presidente Dilma Rousseff, uma das citadas, o que fica evidente é que a negociação feita por essa delação implica que Palocci, depois de pagar R$ 37,5 milhões, poderá “requerer ou representar ao juiz pela concessão de perdão judicial”, ter reduzida “em até dois terços a pena privativa de liberdade e/ou sua substituição por restritiva de direitos” e, ainda, “a suspensão do processo e do prazo prescricional”. Um negócio da China – ou melhor, de Curitiba.

O incrível youtuber Suplicy

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A já lendária cena extraída do vídeo em que Eduardo Suplicy bebe chá e come paçoca, enquanto flerta com a câmera.  Um milhão de visualizações no Facebook

Sentado calmamente em uma mesa com toalha florida, agasalho azul, celular ao lado da caneca, Eduardo Suplicy come detidamente uma paçoca e depois beberica um chá. Encara por uns momentos a câmera, distraidamente. O vídeo, de pouco mais de um minuto, teve quase um milhão de visualizações no Facebook (Assista aqui), perto de 6 mil compartilhamentos e 5 mil comentários. O hit virou peça de campanha, com uma sequência de três fotografias, em que o texto convida: “Me chama no WhatsApp. Vamos comer uma paçoquinha?”. E fornece um número de celular. Um post coando café viralizou de tal forma que foi copiado por eleitores. “Eu fazendo café igual ao Suplicy”, publicou um eleitor, que foi retuitado por Suplicy e arrancou quase 3 mil visualizações. No Instagram, onde é seguido por 200 mil pessoas – são 365 mil no Twitter e mais de 800 mil seguidores em sua comunidade no Facebook – , suas postagens são lendárias. Aproveitando um meme usado por outros candidatos – Suplicy é favorito para voltar ao Senado por São Paulo -, postou uma fotografia de estante de armário, em que estão uma lata de ervilhas da marca Quero, uma manteiga da marca Elegê, um pacote de café da marca Suplicy e uma caixa de sabonetes da marca Senador, formando a frase “Quero ‘elegê’ Suplicy senador”. Quase 40 mil curtidas e declarações apaixonadas dos eleitores. “Essa é mais uma da série: “Quando a gente pensa que já conheceu toda a genialidade de Suplicy”, comenta um internauta. A criatividade parece não ter limites. Na série “Coisas do Suplicy” são lembrados lances únicos na carreira do homem e do político, como a biografia de Galileu Galilei que ganhou aos 14 anos e a calça rasgada por um cachorro da polícia quando intercedeu em uma manifestação de professores, em 1998.

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Uma lata de ervilhas, uma manteiga, um pacote de café e uma caixa de sabonetes formam a frase “Quero ‘elegê’ Suplicy senador”.  40 mil curtidas e declarações apaixonadas dos eleitores.

Até as gafes viram motivo de brincadeira, como quando ao escrever sobre a iniciativa do Chefs Especiais Café, que dá oportunidades de trabalho a pessoas com síndrome de Down, acabou escrevendo “Síndrome de Download”. “O corretor do celular me pregou uma peça. Já aconteceu com vocês também?”, pergunta. Para popularizar seus programas eleitorais nas redes sociais – Instagram, Facebook, Twitter e YouTube, amplificando os segundinhos do horário eleitoral, criou-se o Supliflix, uma brincadeira com o canal de streaming Netflix. Seus posts de defesa de Lula só rivalizam, atualmente, com suas fotos e vídeos ao lado de Haddad e Manu, da chapa petista à Presidência. Aliás, ele está em todos os lados – tão onipresente que parece que o clonaram. É difícil chegar a um evento sem ser cercado – especialmente por jovens, como aconteceu recentemente quando foi a um ato no Tuca, o Teatro da Universidade Católica de São Paulo, e não conseguia parar de atender pedidos de selfies.

Não há campanha igual à de Suplicy nas redes sociais – até porque não há outro Suplicy. Mas para quem pensa em improviso, pode esquecer. Embora Suplicy seja um personagem fantástico, mais do que um influenciador digital, com um carisma que não se fabrica, existe uma estratégia muito bem pensada para mostrar que, antes de ser político, ele é um homem comum, de verdade. Ana Petta e Mônica Dallari, responsáveis por essa estratégia digital e também pela propaganda eleitoral no rádio e na TV do candidato ao Senado, são as cabeças pensantes. A ideia, dizem, é aproximar um candidato ao Senado de seus representados, mostrando que é gente como a gente, é família – apesar do sobrenome com ascendência nobre, Matarazzo Suplicy. Ao lado dos seus filhos André, João e Eduardo, o Supla, por exemplo, gravou no Centro de São Paulo o clipe do jingle “O amor é mais forte” para a televisão (Assista o clip postado por Supla). A música foi composta para a campanha ao Senado por Supla e uma amiga, Tatiana. Suplicy também foi personagem de um documentário, “Quatro dias com Eduardo”, de Glenda Almeida e Victor Hugo Fiuza, que revelou os bastidores dos últimas dias da campanha eleitoral de 2016, que o elegeu o vereador mais votado do Brasil, com mais de 300 mil votos. “Faço as coisas por intuição. Não é marketing”, disse certa vez o futuro senador.

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Cena do documentário, “Quatro dias com Eduardo”, produção de Glenda Almeida e direção de Victor Hugo Fiuza, que revelou os bastidores dos últimas dias da campanha eleitoral de 2016.

Em 2008, um vídeo de Suplicy curtindo Racionais Mc’s no meio da galera (Veja aqui) teve 700 mil visualizações. Antes, ele já havia cantado um rap do mesmo grupo sentado em uma comissão no Senado, inclusive imitando um cachorro latindo, garantindo 1,3 milhão de visualizações e a alcunha de “Mano” Suplicy. Na mesa, o falecido senador Antonio Carlos Magalhães teve que conter as gargalhadas – e certamente a admiração. Uma semana depois de o Conselho de Ética do Senado enterrar um caminhão de representações contra o então presidente da Casa, José Sarney, Suplicy foi à tribuna aplicar um “cartão vermelho” ao peemedebista.

Suas performances musicais, não apenas rap, são antológicas. Em 2012, subiu ao palco durante a entrega do Prêmio Congresso em Foco, ao som da banda Móveis Coloniais de Acaju, para cantar Bob Dylan com Tiririca (Veja aqui). “É uma música pela paz, Tiririca, venha cantar junto conosco.” Não importa o quanto, mais uma vez, foi desafinado, ele entoou “The answer, my friend, is blowin in the wind, The answer is blowin in the wind. Em 2014, protagonizou um desses momentos inacreditáveis. Durante uma passagem da ídola Joan Baez, por São Paulo, dividiu o palco com ela, que fez seu primeiro show no Brasil mais de 30 anos após ser proibida, e Geraldo Vandré. Claro, cantou “Blowing in the Wind” ao lado da ex-mulher de Bob Dylan.

Com 40 anos dedicados à vida pública, e ideias fixas, como o programa de renda mínima – curiosamente, o fundador do grupo Virgin, o milionário Richard Branson, defendeu em entrevista ao New York Times uma “renda mínima universal” -, Suplicy fez uma tremenda falta ao Senado, perdendo em 2014 a vaga para José Serra depois de 24 anos na Casa Legislativa. Na época, comentou-se que foi abandonado pelo PT. Como mostra agora, o contrário nunca aconteceu. Apesar da dissonância momentânea, Suplicy nunca admitiu a hipótese de deixar a sigla, como muitos fizeram – especialmente quando o antipetismo virou uma onda, alimentada pela mídia, que agora transborda em “fenômenos” eleitorais de direita, como o capitão Jair Bolsonaro.

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Ao lado dos  filhos André, João e Eduardo, o Supla, gravando no Centro de São Paulo o clipe do jingle “O amor é mais forte”, para a campanha.

O candidato Bonner

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William Bonner parte para o ataque na entrevista-interrogatório com o candidato presidencial do PT. Mais de 60% do tempo ocupado com perguntas, ilações e opiniões. Só ele interrompeu Fernando Haddad 53 vezes.

Não sei qual é o Brasil que William Bonner quer ver, mas certamente não é um em que Fernando Haddad possa responder às suas perguntas. A última da série de entrevistas com presidenciáveis feitas pelo Jornal Nacional (Assista aqui) – abrindo o telejornal e antes que fosse mostrada a pesquisa Datafolha que confirmou o candidato do PT em forte ascensão, já empatado em segundo lugar com Ciro Gomes (mais que triplicando suas intenções de voto de 4% em 22/08 para 13% em 14/09) -, teve jeito de interrogatório. Pior. Dos 27 minutos de entrevista – assisti diversas vezes para cronometrar -, 16 minutos foram com perguntas e interrupções de William e Renata Vasconcellos, sua parceira de palco. 16 minutos! Ou seja, Haddad teve 11 minutos. Em outras palavras, as perguntas e interrupções tomaram 60% do tempo. William Bonner fez 53 interrupções. Renata outras 19. Em diversos momentos falaram ao mesmo tempo que o candidato, impedindo seu raciocínio.

Mas não eram só perguntas. Bonner e sua coadjuvante de bancada no JN fizeram ilações, deram opiniões, citaram números contestáveis, ocuparam o tempo que podiam. Sempre com ar de deboche e colocando-se como porta-voz da verdade, Bonner indignou-se quando, quase perdendo a paciência, Haddad tentou diferenciar denunciado de réu, citando as Organizações Globo e, por exemplo, seus problemas com a Receita Federal.

Mas a palavra, definitivamente, estava com Bonner, que usava frases como  “candidato, isso não se sustenta”, desqualificando suas respostas. Renata, por sua vez, interrompeu uma resposta de Haddad, que foi perguntado, de forma grave, sobre uma acusação intempestiva do Ministério Público sobre obras em sua gestão na Prefeitura de São Paulo, afirmando “Acho que o Bonner já está satisfeito com sua resposta”. No que Haddad respondeu: “Mas eu não estou. Quando é sua honra que está em jogo, você decide, quando é a minha, eu decido”. Bonner não se deu por satisfeito. “Essa situação não é criada pela Rede Globo, pela mídia, pela imprensa. Estou oferecendo uma oportunidade para se contrapor a essa evidência”, disse Bonner, sem explicar como “contrapor uma evidência”.

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Haddad faz cara feia e tenta responder às perguntas-acusações da bancada de apresentadores do JN. Ele deu boa noite a Lula, defendeu Dilma, lembrou as dívidas da Globo com o Fisco e disse a Bonner que quem defendia sua honra era ele. Só 11 dos 27 minutos foram dele.

Haddad ainda tentou argumentar. Golpe parlamentar. Pauta bomba. Citou, mais de uma vez, para um Bonner impaciente, a entrevista do ex-presidente do PSDB, Tasso Jereissati, ao Estado de S.Paulo (Leia aqui), reconhecendo que os tucanos cometeram um “conjunto de erros memoráveis” após a eleição de Dilma Rousseff, com reflexos para o próprio PSDB nas eleições deste ano. Entre eles, questionar o resultado eleitoral, votar contra “princípios básicos” na economia, servindo aos interesses do PMDB, e entrar no governo Temer. “Foi a gota d’água, junto com os problemas do Aécio (Neves). Fomos engolidos pela tentação do poder”, disse Tasso.

Bonner, que abanava a cabeça e franzia o semblante a cada resposta, fez as duas perguntas mais longas, que tomaram mais de 3 minutos. Uma para listar o número de ministros do STF, STJ, juizes e desembargadores nomeados por “governos petistas” – como forma de provar sua tese de que a Justiça é isenta. Mais tarde listou as “promessas não cumpridas” de Haddad, uma a uma, número a número. Em determinado momento, Bonner inverteu, literalmente, os papéis, quando falavam de recessão. “Candidato, o sr me fez uma pergunta eu vou responder”, disse o entrevistador, para, mais uma vez, listar dados que, segundo ele, provariam que a recessão começou e se agravou com Dilma – e não nos últimos dois anos de governo Temer-PSDB. “A presidente Dilma deixou o Brasil na crise onde estamos todos hoje mergulhados”, afirmou Renata. “É fato”, afirmou a dupla, quase em coro.

Mas a obsessão era ouvir de Haddad, em nome do PT, o que chamaram de “autocrítica”, “pedido de desculpas ao povo brasileiro pelos bilhões desviados pela corrupção” e “mea culpa”. Bonner, sem power point para ajudar, defendeu a posição dos procuradores de “corrupção sistêmica” engendrada nos “governos petistas”, o que chamou de “evidências”. “Vamos colocar as coisas nos seus devidos lugares”, repetiu. A insistência dos entrevistadores em que Haddad “pedisse perdão” pelos pecados do PT em duas administrações mostrou bem a importância que parecia ter para a Globo qualquer tipo de admissão de culpa genérica às vésperas da eleição. Devem ignorar, por exemplo, que isso poderia ser reproduzido no horário eleitoral dos adversários de campanha.

A justificativa – que ouvi aqui e ali de gente respeitável – de que os apresentadores do Jornal Nacional usaram estilo semelhante com os demais presidenciáveis, usando e abusando da ênfase e das interrupções, não é justificativa, é defesa de um erro. Sem falar na parcialidade. Como jornalista há três décadas, acho um desrespeito perguntar e não deixar o entrevistado responder, como se só valesse o que você quer ouvir, interrompê-lo a todo instante, e fazer, ao vivo, caras e bocas para as respostas. Não foi feita uma única pergunta sobre planos de governo e soluções para a crise. Preferiram insinuar que Haddad era mais um poste de Lula. Podem se surpreender.

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Quem acabou fazendo o mea culpa foi Bonner, depois de apresentar a pesquisa Datafolha, mostrando Haddad em disparada. “Deixa eu fazer uma correção. Agora há pouco ao divulgar a pesquisa Datafolha nós dissemos que o candidato Fernando Haddad, do PT, OSCILOU de 9% para 13%. Segundo o Datafolha, como o crescimento se deu fora da margem de erro, a frase correta é: o candidato Fernando Haddad CRESCEU de 9% para 13%”.

Em tempo. Ao apresentar a pesquisa Datafolha, William Bonner cometeu um ato falho. Que corrigiu, constrangidamente, no bloco seguinte: “Deixa eu fazer uma correção. Agora há pouco ao divulgar a pesquisa Datafolha nós dissemos que o candidato Fernando Haddad, do PT, OSCILOU de 9% para 13%. Segundo o Datafolha, como o crescimento se deu fora da margem de erro, a frase correta é: o candidato Fernando Haddad CRESCEU de 9% para 13%. Pelo erro nós pedimos desculpas”. Podia ter aproveitado e pedido desculpas pela entrevista nada jornalística e muito pouco democrática que protagonizou, tão ensaiada que, dessa vez, dispensou até ponto eletrônico.